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O que é "circuit breaker" e quando o mecanismo pode ser acionado na bolsa

O "circuit breaker" funciona como defesa contra a volatilidade e é acionado caso as ações caiam de forma muito acentuada em um mesmo dia

São Paulo — As bolsas mundo afora têm registrado diversas quedas nas últimas semanas, em meio ao crescimento da pandemia de coronavírus.

Quando a queda é muito forte, a bolsa pode suspender as operações para evitar um "efeito manada". Assim, o circuit breaker é uma espécie de mecanismo contra o pânico (algo como "quebrador do circuito", na tradução do inglês).

O tempo pelo qual o pregão é interrompido varia. Quando o Ibovespa recua mais de 10% ante o fechamento anterior, o pregão é interrompido por meia hora. Se, na volta, a baixa chegar a 15%, os negócios são paralisados por mais uma hora. Caso as perdas encostem em 20%, a B3 decide por quanto tempo as transações ficarão suspensas.

Por causa do coronavírus, o circuit breaker tem sido constantemente acionado. Antes da pandemia, a última vez em que esse mecanismo havia funcionado tinha sido na manhã de 18 de maio de 2017, o chamado "Joesley Day", quando a notícia de que um dos donos da processadora de alimentos JBS, Joesley Batista, havia gravado uma conversa com o então presdiente da República Michel Temer, na qual o político admitia práticas de corrupção.

Os crimes poderiam levá-lo ao impeachment, ameaçando os trâmites da reforma da Previdência, vista como chave para restabelecer o crescimento do país. Na ocasião, os negócios na bolsa foram interrompidos por 30 minutos após o Ibovespa recuar mais de 10%. 

A primeira vez que o circuit breaker foi acionado na história brasileira foi em 1997, devido à crise financeira asiática. Depois disso, vieram paralisações da bolsa em datas como os ataques de 11 de setembro, a crise na Rússia em 1998 ou a adoção do câmbio livre no Brasil em 1999.

Antes do Joesley Day, o circuit breaker havia funcionado pela última vez quase dez anos antes, em 22 de outubro de 2008. O motivo era a crise financeira mundial após a bolha das hipotecas nos Estados Unidos, que levou o pregão brasileiro a ser ininterrompido cinco vezes naquele mês de outubro.

Mecanismos parecidos existem nas bolsas do exterior, todos com o mesmo objetivo: evitar que as ações caiam a níveis muito baixos e muito rapidamente em dias de grande choque nos mercados. Nos Estados Unidos, negociações também foram paralisadas nas últimas semanas.

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