No radar: IBC-Br, 2ª onda e o que mais move o mercado nesta quinta

Sinalização de que pacote de estímulo americano deve ficar só para depois das eleições presidenciais derruba bolsas globais

Os mercados globais têm um dia de perdas nesta quinta-feira, 15, com o maior pessimismo sobre um novo pacote de estímulos nos Estados Unidos. Na véspera, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin voltou a negociar democratas, mas afirmou que dificilmente o pacote sairá antes das eleições. No Brasil, a aparente aproximação entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ministro Paulo Guedes, após novos elogios do parlamentar, deve reforçar a percepção dos investidores sobre uma melhora da situação política. Os investidores locais também devem estar atentos à divulgação do IBC-Br de agosto.

IBC-Br de agosto

Também conhecido como “prévia do PIB”, o mercado espera que o IBC-Br de agosto aponte para alta mensal de 1,6%. Caso as expectativas sejam confirmadas, o dado deve evidenciar alguma desaceleração da recuperação econômica, tendo em vista que, em julho, o IBC-Br foi de 2,15% e, em junho, de 5,32% (revisado).

Segunda onda

A segunda onda continua preocupando no mundo. Os novos casos de coronavírus nos EUA chegaram a 50.000 pela primeira vez em quase dois meses. Na Europa, a França colocou o país em estado de emergência nesta quinta-feira. As regiões da Alemanha foram autorizadas ontem pela premiê Angela Merkel a impor lockdown no caso de aumento de casos. No Reino Unido, que tem um dos cenários mais graves da segunda onda de covid-19, algumas regiões já estão em lockdown, e o governo vem sendo pressionado a fazer uma nova restrição em todo o país. A oposição tem sugerido um lockdown “circuit breaker” (fazendo paralelo com o mecanismo usado na bolsa para conter a volatilidade), com uma quarentena rápida e para estancar a crise. Diante do avanço dos contágios na região e pouca expectativa por um estímulo nos EUA, o índice europeu Stoxx 600 amanheceu em queda brusca e caía mais de 2% na manhã desta quinta-feira.

Saraiva busca saída

Ex-maior rede de livrarias do país, a Saraiva busca nesta quinta-feira, 15, a partir das 14h o apoio de credores para colocar em prática um novo plano de recuperação judicial, situação na qual se encontra há um ano. Com dívidas que somavam 330 milhões de reais em agosto, a empresa propõe dividir as cerca de 50 lojas físicas remanescentes e o site em três unidades produtivas e colocá-las à venda. Seria negociada apenas a que recebesse a maior proposta, com parte do dinheiro servindo para pagar credores, e o restante, para bancar a operação remanescente. Caso não obtenha aprovação, a rede de livrarias pode ficar mais perto da falência. Mas não se pode descartar que a Saraiva um busque um novo adiamento da assembleia de credores, assim como já aconteceu um mês atrás.

Cury tem vendas recordes

Em mais um sinal de aquecimento do setor imobiliário, a construtora Cury informou que as vendas líquidas do terceiro trimestre bateram recorde, atingindo 410,3 milhões de reais. O montante, apresentado em prévia operacional, superou em 57,2% o registrado no mesmo período do ano passado. No período, a Cury lançou cinco empreendimentos com VGV total de 396,9 milhões de reais.

CSN inicia temporada de balanços

A CSN irá abrir a temporada brasileira de resultados do terceiro trimestre na noite desta quinta. A expectativa é a de que o balanço seja, mais uma vez, impulsionado pelos resultados da parte de mineração, que vem se beneficiando do preço do minério de ferro. As estimativas são de receita de 7,83 bilhões de reais contra 6,22 bilhões de reais do segundo trimestre.

Pedidos de seguro desemprego

Ainda pela manhã serão divulgados os dados semanais de pedidos de auxílio desemprego dos Estados Unidos. A expectativa é de que o número fique em 825.000, renovando o menor patamar desde meados de março, quando os efeitos da pandemia começaram a ser sentidos no mercado de trabalho americano. Na última semana, foram 840.000 pedidos registrados

Retrospectiva

Na última sessão, o Ibovespa subiu 0,84% e encerrou na maior pontuação desde meados de setembro, em 99.334,43 pontos. Já o dólar subiu 0,34% e fechou cotado a 5,598 reais.

*  Com colaboração de Carolina Riveira

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?

Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?

Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 15,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

exame digital + impressa

R$ 44,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa quinzenal.

  • Frete grátis

Já é assinante? Entre aqui.

Apoie a Exame, por favor desabilite seu Adblock.