Nasdaq busca nova ofensiva no Japão–mídia

Por Yumiko Nishitani e Joe Rauch

TÓQUIO/CHARLOTTE, EUA, 28 de dezembro (Reuters) – A
operadora de bolsas Nasdaq OMX , com sede nos Estados
Unidos, está buscando uma segunda ofensiva no mercado japonês
com a Osaka Securities Exchange , na esperança de
atrair investidores de economias emergentes da Ásia, segundo
noticiou a mídia do Japão.

As duas operadoras de bolsa abriram a Nasdaq Japan para
empresas iniciantes em 2000, mas encerraram a plataforma dois
anos depois por não terem conseguido um acordo de execução de
ordens com a Nomura Securities, maior corretora do Japão, e
outras grandes corretoras.

Analistas disseram que o recente movimento é mais
conservador que o anterior.

“Por sorte algumas lições foram aprendidas da última vez e
o caminho agora é relativamente mais seguro para entrar no
mercado”, disse o analista Chris Brendler, da Stifel Nicolaus &
Co Inc.

A nova plataforma poderia ser aberta no começo de janeiro
de 2012 e ofereceria ordens de compra e venda em pequenos
lotes, ampliando a participação de mais investidores no
mercado, segundo reportagem do jornal Yomiuri.

A agência de notícias Kyodo disse que a nova plataforma
também teria permissão para transacionar ações listadas na
Bolsa de Tóquio.

A Osaka Securities Exchange (OSE), segunda maior operadora
de bolsa do Japão, e a Nasdaq se recusaram a fazer comentários
específicos sobre o assunto.

“Temos mantido contato com a Nasdaq à medida que estamos
cooperando em vários projetos, incluindo o planejado uso do
sistema de derivativos da Nasdaq na OSE, mas a OSE não pode
dizer se o plano informado pela imprensa foi discutido”, disse
o porta-voz da OSE Masahiro Yada.

“(A OSE) é um parceiro valioso e um cliente de tecnologia,
e estamos sempre buscando formas de ampliar nossas relações,
mas seria prematuro fazer comentários além disso”, disse o
porta-voz da Nasdaq Frank DeMaria.

A estratégia da Nasdaq, se confirmada, seria semelhante à
de bancos como o Bank of America e o Morgan Stanley, que têm se
associado a grupos no exterior para ganhar presença em mercados
internacionais, em vez de partirem para expansão orgânica.

O Bank of America, por exemplo, tem 11 por cento de
participação no China Construction Bank. O analista Brendler
acredita que a Nasdaq irá cada vez mais concentrar seus
esforços de crescimento no exterior, já que as operações de
bolsa nos EUA vêm desacelerando com volumes reduzidos, com
investidores ainda retraídos pela crise financeira e recessão.

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