Juros futuros têm discreta baixa, em linha com o dólar

Prevaleceu nesta segunda discreto viés de baixa para taxas futuras de juros ao longo do pregão, influenciadas pela desvalorização do dólar em relação ao real

São Paulo – Em meio a um giro pequeno de negócios, prevaleceu nesta segunda-feira, 23, um discreto viés de baixa para as taxas futuras de juros ao longo de todo o pregão, influenciadas pela desvalorização do dólar em relação ao real.

Os dados da dívida pública de novembro e as projeções trazidas pelo Boletim Focus foram monitorados, mas não tiveram peso decisivo no movimento dos juros domésticos.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para julho de 2014 (24.170 contratos) estava em 10,31%, de 10,32% ajuste anterior.

O juro para janeiro de 2015 (66.655 contratos) indicava 10,62%, de 10,63% no ajuste de sexta-feira, 20. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (32.635 contratos) apontava 12,31%, ante 12,35%. A taxa do DI para janeiro de 2021 (10.240 contratos) marcava máxima de 13,02%, de 13,01% no ajuste anterior.

“É a queda do dólar que garante um pequeno viés de baixa para os juros. Ainda assim, o mercado está em ritmo de férias. São poucos negócios e qualquer operação puxa as taxas para um lado ou para o outro. Mas, depois das altas recentes, prevaleceu a discreta queda dos juros hoje”, afirmou um gestor.

A moeda dos Estados Unidos no mercado à vista de balcão terminou cotada a R$ 2,3610, com desvalorização de 0,84%. O comportamento do dólar esteve em linha com o verificado no exterior e também foi influenciado pela entrada de recursos no País, de acordo com profissionais da área. À tarde, o resultado positivo da balança comercial do Brasil na terceira semana de dezembro amplificou o recuo do dólar.


Entre os dados conhecidos nesta segunda-feira, o Tesouro Nacional anunciou que o estoque da dívida pública federal (DPF) subiu 2,32% em novembro ante outubro (o equivalente a R$ 46,924 bilhões), atingindo R$ 2,069 trilhões. No acumulado de janeiro a novembro, houve um resgate líquido de R$ 134,729 bilhões.

Mesmo assim, há um aumento no estoque de R$ 61,457 bilhões em relação ao fim de 2012. Isso porque, no ano, a apropriação de juros soma R$ 196,186 bilhões.

Mais cedo, o Boletim Focus trouxe alguma piora nas projeções de inflação. O documento, que foi publicado pelo Banco Central (BC), revelou uma elevação de 5,7% para 5,72% na mediana das expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013. Para 2014, o avanço foi de 5,95% para 5,97%.

No caso das estimativas suavizadas à frente para o IPCA acumulado em 12 meses, a mediana das expectativas passou de 6,03% para 6,05%. Nos EUA, em meio a uma série de indicadores mistos, os juros dos Treasuries mostraram alta. O yield do T-note de 10 anos subia a 2,919% às 16h33, de 2,885% no fim da tarde de sexta-feira.

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