Vivara é uma joia rara na bolsa, diz Itaú; ação dispara 9,9%

A Vivara fez seu IPO no ano passado e estava capitalizada para um crescimento acelerado, mas foi impactada pela pandemia

A Vivara tem um alto potencial de valorização na bolsa de valores, segundo relatório do banco de investimentos Itaú BBA, que chama a empresa de “uma joia rara” no mercado. No final da manhã desta terça-feira, 21, a ação da joalheira que abriu capital em outubro do ano passado subia 9,9%, para 24,25 reais, levando o valor de mercado da empresa para 5,4 bilhões de reais.

“O caminho está livre para subir em direção aos próximos objetivos, em 25,65 reais e em 29,20 reais”, disse o banco. O potencial de alta em relação ao preço de hoje é de até 20,4%, portanto, e o banco mantém a recomendação de compra da ação. 

A joalheria levantou 2,3 bilhões de reais com sua oferta inicial de ações (IPO, da sigla em inglês) no final do ano passado. Empresa familiar fundada em 1962 pelo avô do atual presidente, Marcio Kaufman, a Vivara é hoje a maior rede de joalherias do Brasil, com cerca de 10% de um mercado altamente pulverizado.

O lucro no ano passado foi de 198,4 milhões de reais. Atuando em modelo vertical, a empresa produz as próprias peças na Zona Franca de Manaus, com uma margem bruta de 70% em 2018.

No ano passado, a rede inaugurou 31 novos pontos de venda, sendo 18 lojas Vivara, nove quiosques e quatro lojas dedicadas à marca Life. Assim, a empresa encerrou o ano com 253 operações. 

A joalheria não passou impune durante a pandemia do novo coronavírus. O plano para este ano era manter a expansão acelerada, principalmente depois de se capitalizar com os recursos de seu disputado IPO. A Vivara pretendia colocar o pé no acelerador e abrir 50 novas lojas neste ano.

O plano foi drasticamente revisto e a rede só vai inaugurar as 21 unidades que já estavam em obras ou prontas. Em junho, a companhia encerrou o mês com 259 pontos de vendas em operação.

Desde o início do ano, com a pandemia, as ações da Vivara caíram mais de 14%. 

Além disso, a companhia foi afetada pela redução do poder de compra de seus clientes. De março a junho, a empresa percebeu que a fatia do ouro na rede, que tradicionalmente é de 50%, caiu para 44%, enquanto a participação dos acessórios ficou estável em 17%. Os consumidores trocaram as compras em ouro por prata e o tíquete médio da rede ficou mais baixo, por conta da redução de disposição do consumidor em gastar.

No primeiro trimestre, a receita bruta alcançou 263,8 milhões de reais, queda de 3,7%, impactada pelo fechamento de 100% das lojas físicas a partir do dia 20 de março. A receita do e-commerce no trimestre cresceu 29,5%.

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