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Ibovespa cai 7,2%, na pior semana desde março; tem 3ª queda mensal seguida

Feriado prolongado antes de eleições americanas impõe cautela nos negócios; BC precisa fazer leilão à vista para frear alta do dólar

A bolsa brasileira recuou nesta sexta-feira, 30, em meio ao clima de antes do fim de semana prolongado e das eleições americanas, que serão realizadas na terça-feira, 3. O Ibovespa caiu 2,72%, para 93.952 pontos, menor patamar de fechamento desde 29 de setembro. Na semana, o índice acumulou perdas de 7,22%, na pior queda semanal desde o período de 16 a 20 de março, quando tocou o fundo do ano. No mês, a baixa acumulada foi de 0,69%, o que o levou para o terceiro recuo mensal seguido.

O movimento acompanhou a queda dos índices americanos, pressionados pelos resultados da Apple e da Amazon, que não agradaram os investidores e caíram 5,60% e 5,45%, respectivamente. O índice Nasdaq, onde as ações de ambas companhias têm maior peso, recuou 2,45% nesta sessão, enquanto o Dow Jones e S&P 500 registraram perdas de 0,59% e 1,21%, nesta ordem. Na semana, o Dow Jones e S&P 500 caíram 6,5% e 5,6%, respectivamente, também na maior queda semanal desde março, assim como o Nasdaq, que afundou mais de 5%.

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"O mercado já tende a ficar mais defensivo antes do fim de semana, ainda mais com o feriado na segunda-feira. Também há uma combinação de fatores que deixa o mercado mais volátil, como o aumento de contaminações por coronavírus na Europa, eleições americanas e a temporada de resultados. É um clima de cautela extrema e muita incerteza", comenta Gustavo Bertotti, economista da Messem.

Entre os destaques corporativos do dia, as maiores baixas do Ibovespa ficam por conta de B2W (BTOW3), que reportou balanço ontem à noite, Cia Hering (HGTX3) e Via Varejo (VVAR3), com quedas entre 8,97% e 5,97%. Do lado positivo, apenas 3 das 77 ações do Ibovespa subiram: Vivo (VIVT4), IRB Brasil (IRBR3) e Rumo (RAIL3), mas ambas com altas abaixo de 1%.

Na semana, também apenas 3 papéis do índice fecharam em alta: NotreDame Intermédica (GNDI, +2,19%), Rumo (RAIL3, +1,16%) e Hapvida (HAPV3, +1,00%). Na ponta oposta, lideraram as perdas Gol (GOLL4, -20,23%), CVC Brasil (CVCB3, -18,51%) e Azul (AZUL4, -16,79%).

No ranking do mês, os melhores desempenhos ficaram com CSN (CSNA3), Weg (WEGE3) e Santander (SANB11), com valorizações de 24,48%, 15,42% e 14,63%, respectivamente, enquanto os piores desempenhos foram encabeçados por CVC Brasil (CVCB3), Lojas Americanas (LAME4) e IRB Brasil (IRBR3), com baixas de 23,87%, 18,18% e 18,02%, nesta ordem.

Na bolsa, os juros futuros avançaram. José Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos, chama atenção para as taxas dos contratos 2023 e 2025 acima dos respectivos gatilhos de reversão da tendência de longo prazo. "Caso essas tendências sejam revertidas, podemos ter alta de uns 30 pontos no contrato 2023 e uns 50 pontos nos contratos mais longos, o que levaria a impactos secundários no câmbio e bolsa."

No radar dos investidores locais estão os dados de desemprego do trimestre findo em agosto, divulgados na PNAD Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Segundo a pesquisa, a taxa de desemprego subiu para 14,4% e ficou acima da expectativa mediana do mercado de 14,2%. Mas o número podia ser ainda maior. Segundo o economista-chefe da Necton, André Perfeito, era para a taxa estar acima de 20%, caso a quantidade de pessoas procurando emprego fosse a mesma do ano passado.

Na agenda econômica também estiveram os PIB dos principais países da Europa. Na Alemanha, o PIB do terceiro trimestre surpreendeu positivamente as expectativas do mercado ao ficar 8,2% acima do registrado no segundo trimestre, enquanto o mercado esperava crescimento de 7,3%. Na comparação anual, porém, o PIB ficou negativo em 4,1%. Na França, o PIB também superou as estimativas ao ter crescimento trimestral de 18,2% contra a expectativa de 15,4%. Na Zona do Euro como um todo, o PIB teve alta de 12,7%, embora ainda tenha ficado 4,3% abaixo do registrado no terceiro trimestre de 2019. Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,30%. O índice francês CAC teve alta de 0,54%.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar chegou a superar os 5,80 reais pela manhã, mas virou para queda, em meio à definição da taxa referência para contratos de dólar do mês seguinte. No último pregão do mês, o câmbio costuma apresentar maior volatilidade porque quem está comprado em dólar, tenta elevar a taxa (formada por meio de quatro consultas, sendo a última às 13h), enquanto os vendidos em dólar tentam baixá-la. Essa disputa é conhecida no mercado como "briga da ptax".

No dia, a moeda americana recuou 0,44%, para 5,7383 reais. Na máxima do pregão, a divisa americana spot disparou a 5,089 reais, no seu maior patamar desde 15 de maio. Os contratos futuros de dólar apresentavam, às 17h19, baixa de 0,76%, a 5,740 reais, enquanto, na semana, acumulavam alta de 2,01%. No mês, a valorização dos contratos era de 2,17%, indo para a terceira alta mensal consecutiva.

“Pelo que conversamos com as mesas dos bancos, a disputa deve ser equilibrada, com uma leve vantagem para os comprados, que devem tentar deixar o dólar nessa faixa dos 5,77 reais”, afirma Jefferson Ruik, diretor de câmbio da Correparti. “Essa briga vai até o começo da tarde, depois deve ter algum viés de proteção para o fim de semana.” Com a alta da moeda em meio à "briga da ptax", o Banco Central precisou intervir no câmbio com leilão de dólar à vista, o que ajudou a fazer a moeda americana virar para o terreno negativo. Às 13h40, o dólar comercial caía 0,52% e era vendido a 5,735 reais, mas vinha ganhando força.

Com o dólar voltando a ficar próximo das máximas desde maio, quando a moeda americana quase chegou aos 6 reais, pioram as perspectivas para o câmbio no mercado. Nesta semana, o foi a vez do banco suíço UBS alterar suas estimativas para o câmbio para o fim do ano, que passaram de 4,95 reais para 5,40 reais. Segundo a instituição financeira, a volatilidade recente e desafios fiscais para Brasil pesaram para a mudança das estimativas. A projeção para 2021 passou de 4,60 reais para 4,95 reais.

Mudança de horário

A  partir do dia 3 de novembro, o pregão à vista da B3 será prorrogado e passará a fechar às 18h. A mudança visa acompanhar o horário do pregão americano, que também será alterado devido ao fim do horário de verão nos Estados Unidos.

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