Ibovespa fecha em alta com Petrobras e possível remédio contra coronavírus

Pressionado por temores sobre impactos do coronavírus, Índice chegou a registrar baixa de mais de 7% pela manhã

São Paulo –  O Ibovespa subiu 2,15% e encerrou o pregão desta quinta-feira (19) em 68,331,80 pontos. A alta foi puxada, principalmente, pelas ações da Petrobras que dispararam mais de 11%, impulsionadas pela forte valorização do barril de petróleo, que ultrapassou 20%.  Pela manhã, temores sobre os impactos do coronavírus Covid-2019 na economia fizeram o índice registrar baixa de mais de 7%.

Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora vê a alta do preço do petróleo atrelada aos rumores sobre um acordo entre Rússia e Opep e o início das compras de barris de petróleo pelos EUA como prometido por Trump.

Uma série de notícias otimistas também contribuíram para o maior otimismo na sessão, como a descoberta de um potencial remédio contra o coronavírus e a ajuda de até 60 bilhões de dólares oferecida pelo Federal Reserve (FED) ao banco central do Brasil e de outros oito países. 

Na Europa, o pacote de 750 bilhões de euros anunciado pelo pelo Banco Central Europeu contribuiu para que as bolsas do velho continente fechassem em alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em alta de 2,91%. Mas apesar estímulos dos bancos centrais do mundo todo, a preocupação sobre a possibilidade de uma recessão global ainda mina o otimismo dos investidores.

Segundo Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos a alta volatilidade não deve acabar tão cedo. “Vários bancos já revisaram suas projeções para PIB global, indicando retração na atividade para 2020 e aqui no Brasil começam as adoções das ações emergenciais como fechamento de lojas e shoppings”, comentou em nota.

“Preocupa quando a gente vê até ativos como o ouro caindo. Está todo mundo nesse mesmo contexto. Enquanto tudo estiver fechado [devido ao coronavírus], o desespero social vai prevalecer”, disse. Embora considerado porto-seguro em tempos de crise, o ouro futuro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York acumula desvalorização de 5,85% em março.

Dependendo dos impactos econômicos do coronavírus, Adriano Candreva, sócio da Portofino Investimentos, não descarta quedas ainda mais acentuadas no longo prazo. “Se tiver muitas demissões e empresas quebrando, obviamente, o impacto vai ser mais forte. Ninguém sabe exatamente a extensão disso.”

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?

Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?

Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 15,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 44,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa quinzenal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Apoie a Exame, por favor desabilite seu Adblock.