• BVSP 119.297,13 pts +0,4%
  • USD R$ 5,7175 -0,0009
  • EUR R$ 6,8387 +0,0029
  • ABEV3 R$ 15,65 +0,90%
  • BBAS3 R$ 29,54 -0,03%
  • BBDC4 R$ 25,55 -0,66%
  • BRFS3 R$ 24,5 +0,08%
  • BRKM3 R$ 47,05 +0,62%
  • BRML3 R$ 9,86 +0,51%
  • BTOW3 R$ 69 +9,00%
  • CSAN3 R$ 89,94 -0,07%
  • ELET3 R$ 34,78 +0,12%
  • EMBR3 R$ 15,77 -1,74%
  • Petróleo US$ 64,15 +0,28%
  • Ouro US$ 1.742,00 -0,24%
  • Prata US$ 25,39 -0,06%
  • Platina US$ 1.167,70 +0,73%

Eletropaulo tem até amanhã para explicar oferta de ações

Enel, Energisa e Neoenergia estão fazendo ofertas para comprar todas as ações da Eletropaulo em OPA; então por que a empresa quer fazer um "follow on"?

 

São Paulo - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) questionou em ofício a distribuidora paulista de energia Eletropaulo, que precisará responder até segunda-feira sobre “o sentido econômico” para a companhia em levar adiante uma já anunciada oferta pública primária de ações (follow-on) num momento em que é alvo de propostas de aquisição por grandes grupos, como Neoenergia, Enel e Energisa.

Em comunicado ao mercado na madrugada de sábado, a Eletropaulo disse que “se manifestará no prazo determinado” sobre o ofício, que colocou para a empresa também questões apresentadas ao regulador e ao Tribunal de Contas da União (TCU) pela italiana Enel, que tem mostrado forte apetite e tem um lance na mesa pela compra da distribuidora.

A Eletropaulo anunciou a oferta de 58,9 milhões de ações para levantar recursos para seu plano estratégico. Mas a operação ocorre em paralelo a ofertas públicas lançadas por Neoenergia, Enel e Energisa para comprar até a totalidade das ações da companhia em leilões na bolsa (OPAs).

A Eletropaulo chegou a assinar um acordo de investimento com a Neoenergia, controlada pela espanhola Ibedrola, pelo qual a empresa compraria até a totalidade da oferta primária da distribuidora. Mas, em meio à briga pelo controle da companhia, o negócio tem sido questionado pela Enel.

Além do acordo de investimento sobre a oferta, a Neoenergia tem na mesa uma oferta pública de aquisição (OPA) de até a totalidade das ações da Eletropaulo por 29,40 reais por papel, apresentada na sexta-feira.

Antes, o maior lance era da italiana Enel, de uma OPA a 28 reais por ação da Eletropaulo, acompanhada de uma injeção de 1,5 bilhão de reais na companhia por meio de um aumento de capital.

A Energisa, primeira a apresentar oferta, propôs uma OPA de 19,38 reais por ação da distribuidora, a maior do Brasil em faturamento.

Enel ataca

Em anúncio em jornais de grande circulação neste domingo, a Enel disse que um eventual prosseguimento da oferta primária (follow-on) da Eletropaulo e de seu acordo de investimento com a Neoenergia “prejudicam uma competição transparente que garanta equitatividade a todos competidores das OPAs nos termos da regulamentação expedida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pois conferem tratamento privilegiado a um dos concorrentes”.

“Em um contexto de concorrência pela aquisição do controle da companhia, o tratamento privilegiado a um participante específico por parte da administração da companhia frustra o processo competitivo para a aquisição do controle previsto na Lei das Sociedades por Ações e elimina qualquer outra alternativa para a companhia e seus acionistas. Isso resulta na destruição de valor”, disse a Enel no anúncio, uma carta aberta à administração da Eletropaulo e seus acionistas.

A empresa italiana afirma que a situação “é agravada tendo em vista que o Poder Público possui 27 por cento” da Eletropaulo, por meio do braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPar) e da própria União Federal. A distribuidora ainda tem como importante acionista a norte-americana AES.

Não foi possível contato imediato com representantes de Eletropaulo, Neoenergia, Enel ou da CVM.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.