Dólar sobe diante de PIB fraco e retirada de recursos

No mês, houve alta de 0,27% na cotação da moeda. No ano, porém, o dólar ainda cai 4,92%

São Paulo – O dólar exibiu valorização consistente ante o real praticamente durante toda a sessão desta sexta-feira, 30, pressionado pela retirada de recursos do sistema hoje.

Isso porque, na prática, o Banco Central recolherá do mercado cerca de US$ 4,5 bilhões em contratos de swap que não foram rolados ao longo deste mês, quando venciam cerca de US$ 9,6 bilhões.

Mas o fraco PIB do primeiro trimestre também teve efeito sobre as cotações que, mais cedo, foram pressionadas ainda pela disputa entre comprados e vendidos pela formação da taxa Ptax.

Nesse ambiente, o dólar à vista no balcão encerrou com valorização de 0,72%, a R$ 2,2400. No mês, houve alta de 0,27%.

No ano, porém, a moeda ainda cai 4,92%. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa totalizava US$ 1,938 bilhão às 16h35.

No mercado futuro, o dólar para julho, que passou a ser o mais líquido a partir de hoje, tinha alta de 0,62%, cotado a R$ 2,2570. O giro financeiro era de US$ 19,738 bilhões.

De acordo com um gestor, as emissões se swap, bem como a rolagem, já ocorreram e tiveram seus efeitos ao longo do mês.

“No dia de hoje, o que vale é o resgate, de cerca de US$ 4,5 bilhões que não foram rolados. E isso exerceu uma pressão importante de alta sobre o dólar”, explicou.

Além disso, segundo outros profissionais, há grande expectativa pela rolagem dos swaps que vencem em julho, no total de US$ 10,06 bilhões. Para rolar integralmente esses contratos, deveria começar com um volume de 10 mil contratos por dia.

Logo cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira cresceu 0,20% no primeiro trimestre ante o trimestre anterior, dentro das estimativas coletadas pelo AE Projeções (-0,30% a +0,60%) e em linha com a mediana das estimativas.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2013, o PIB avançou 1,90% nos primeiros três meses deste ano, também dentro das estimavas, de +0,90% a +2,50%, com mediana de 1,98%.

Dentro desse quadro, o consumo das famílias caiu 0,1% no primeiro trimestre de 2014 em relação ao quarto trimestre de 2013. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o consumo das famílias mostrou alta de apenas 2,2%.

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