Após subir mais de 1% com ataque dos EUA, dólar desacelera

Às 11h19, o dólar era cotado a 4,0565 na venda. A alta é reflexo do ataque americano que matou um dos principais líderes militares do Irã

São Paulo — O dólar passou a subir com menos intensidade ante o real no começo da tarde desta sexta-feira após ter começado o dia com alta de cerca de 1%, chegando a superar 4,07 reais.

A alta acompanha a força da moeda no exterior após um ataque dos Estados Unidos matar um alto oficial iraniano e agravar as tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Qassem Soleimani, comandante da força de elite iraniana Quds e considerado a segunda figura mais poderosa do Irã, morreu em um ataque aéreo dos EUA contra Bagdá, autorizado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

O Irã, que vive um prolongado conflito com os Estados Unidos, prometeu vingança severa em retaliação ao ataque.

“Esse evento gerou uma mudança do clima, que estava positivo nos últimos dias. Agora, os possíveis desdobramentos são pouco claros, o que, no curto prazo, gera uma aversão a risco”, explicou Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria.

“As divisas emergentes acabam sentindo bastante esse episódio, porque os investidores estão correndo para a segurança: dólar e Treauries”, completou.

Às 13h39, o dólar era cotado a 4,04 na venda, uma alta de 0,353%. Na máxima do dia, a divisa norte-americana tocou os 4,0725 reais, maior nível desde 26 de dezembro.

No exterior, o clima era de ampla aversão ao risco, com o dólar ganhando em relação à maior parte das divisas arriscadas. O índice que mede a moeda dos EUA contra seis outras ganhava 0,2%.

Na sessão anterior, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,32% contra o real, a 4,0258 reais na venda.

Neste pregão, o dólar futuro de maior liquidez operava em alta de 0,98%, a 4,0700 reais.

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