Dólar fecha em queda quase 2% após “paz” entre Bolsonaro e governadores

Fala dura de Roberto Campos sobre poder de atuação do BC também pressionou queda da moeda

O dólar fechou em queda, nesta quinta-feira, 21, apoiado pelo tom conciliador na reunião, realizada nesta manhã, entre o presidente Jair Bolsonaro e governadores. O encontro, feito de forma virtual, também teve a participação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia. O dólar comercial se desvalorizou 1,9% e encerrou cotado a 5,582 reais, enquanto o dólar turismo caiu 1,9%, a 5,81 reais.

Organizada para discutir a contrapartida ao auxílio emergencial aos estados, a reunião serviu como uma trégua entre Executivo, Legislativo e governadores. A preocupação do governo era de Câmara derrubasse vetos de trechos do projeto de auxílio, como o que possibilita aumento salarial de servidores.

O governador de São Paulo, João Doria, com quem Bolsonaro vinha trocando farpas sobre o isolamento social, chegou a exaltar forma com a reunião foi conduzida e disse que seguiria “em paz”, pois “a guerra coloca todos em derrota”.

“A diminuição da tensão política é o principal fator para a queda do dólar. Havia muito risco político no preço”, afirmou Pablo Spyer, diretor de operações da Mirae Asset. Segundo ele, há espaço para o real se fortalecer ainda mais. “Caiu bem a volatilidade implícita do dólar. Com o medo diminuindo, fica mais fácil para cair”, disse.

Outro fator que impulsionou a queda do dólar foram as sinalizações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre o poder de atuação da autarquia. Em live realizada na noite de ontem, Campos Neto disse que as reservas cambiais do Brasil estão saudáveis pode usá-las “até onde for necessário”.

“Na hora de montar posição em dólar, o especulador fica com receio de que o BC faça intervenções na moeda. Então, eles começam a desmontar posições”, disse Jefferson Ruik, diretor de câmbio da Correparti.

Nesta quinta, o real foi a que mais se valorizou entre as emergentes, que tiveram um dia misto, tendo no radar a escalda de tensões sino-americanas. Ontem, o presidente Donald Trump voltou a usar sua página do Twitter para acusar a China de ser responsável pela pandemia do coronavírus covid-19. Trump também acusou a China de fazer uma campanha de desinformação para favorecer seu concorrente na corrida pela Casa Branca, o democrata Joe Biden.

Em mais um sinal de agravamento da disputa comercial entre os dois países, no mesmo dia, o Senado americano passou uma lei que pode excluir empresas chinesas de bolsas americanas por não seguirem regras de valores mobiliários dos Estados Unidos.

Apoie a Exame, por favor desabilite seu Adblock.

Você já leu todo conteúdo gratuito deste mês.

Assine e tenha o melhor conteúdo do seu dia, talvez o único que você precise.

Já é assinante? Entre aqui.

Plano mensal Revista Digital

Plano mensal Revista Digital + Impressa

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa quinzenal.

  • Frete grátis

R$ 15,90/mês

R$ 44,90/mês

Plano mensal Revista Digital

Acesse ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

ASSINE

Plano mensal Revista Digital + Impressa

Acesse ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças + Edição impressa quinzenal com frete grátis.

ASSINE