Dólar comercial abre em baixa de 0,41%, a R$ 1,682

Por Márcio Rodrigues

São Paulo – O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,41%, negociado a R$ 1,682 no mercado interbancário de câmbio. No pregão ontem, a moeda americana recuou 0,06% e foi cotada a R$ 1,689 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu o dia em baixa de 0,49%, também cotado a R$ 1,682.

Com o fluxo reduzido nos mercados globais, o dólar deve seguir tendo pequenas oscilações ante as demais moedas. No entanto, com a tendência de recuperação verificada até agora para os mercados acionário e de commodities (matérias-primas), a moeda norte-americana pode experimentar mais um dia de queda.

Segundo um operador, o dólar estava até um pouco abaixo do patamar atual no início deste mês, mas “deu uma esticada” devido às incertezas na China e na Europa, assim como em relação à atuação do Banco Central brasileiro. “Com tudo isso estabelecido, o dólar passa por ajustes e volta a cair”, explica. No dia 6 de dezembro, o dólar balcão chegou a ser negociado a R$ 1,679.

A mesma fonte lembra que dezembro é, normalmente, um mês com fluxo cambial negativo devido a remessas de empresas. “Pode ser que isso esteja até restringindo uma queda maior do dólar ante o real”, analisa. Até o último dia 17, o fluxo cambial acumulava saída líquida de US$ 1,275 bilhão no mês.

De qualquer forma, os investidores seguem de olho na fraca agenda internacional. Nos Estados Unidos, às 13 horas (horário de Brasília), a Conference Board apresenta seu índice de confiança do consumidor em dezembro e o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Richmond anuncia seu índice de atividade industrial regional de dezembro.

Na Europa, o indicador mais importante do dia já saiu, mas não trouxe surpresas. A economia francesa cresceu 0,3% no trimestre entre junho e setembro, ante o trimestre imediatamente anterior, segundo dados revisados divulgados hoje pela Insee. O desempenho é mais fraco do que o dado original, que havia apontado expansão de 0,4%.

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