Dólar sobe na contramão do exterior e fecha semana em alta de mais de 2%

Temores fiscais, falta de estímulo nos Estados Unidos e novas medidas de restrição na Europa contribuem para alta do dólar na semana

O dólar subiu 0,32% nesta sexta-feira, 16, e encerrou sendo vendido a 5,643 reais. O movimento foi na contramão do cenário externo positivo para ativos de risco, como moedas emergentes. Na semana, o dólar teve alta de 2,14.

Internamente, o cenário ainda é de cautela em relação à política fiscal brasileira, com avaliações de que o teto de gastos pode ser estourado em 2021 ganhando cada vez mais força. Na véspera, o o vice-presidente Hamilton Mourão comentou sobre a possibilidade de o programa Renda Cidadã ser feito fora do teto de gastos. “Eles [os políticos] pensam que vai estar tudo bonitinho, dentro do teto, mas não vai. Isso só mostra que o país está mal e estão arrumando um jeito de continuar gastando, em vez de arruma a situação”, comenta Vanei Nagem, analista de câmbio da Terra Investimentos

“O mercado interno esteve ruim a semana inteira e hoje sexta, que tende ser um dia negativo, já que muitos investidores não querem passar o fim de semana comprado em real. Então acabou pegando esse canal de alta”, diz Nagem.

Nem mesmo dados positivos sobre o varejo americano – que vieram bem acima das expectativas – contribuíram para a queda do real. Impulsionadas por pacotes estímulos nos Estados Unidos, os números do mês de setembro superaram em 5,36% os registrados no mesmo período do ano passado.  “Com o resultado, o setor cresce 13,5% no trimestre, mais do que compensando a queda de 7,1% do trimestre anterior. É um resultado importante e positivo, sobretudo considerando que parte dos programas de auxílio desemprego já tinham acabado em setembro”, avaliam analista da Exame Research.

No radar também estiveram os dados do Índice Geral de Preços dos dez primeiros dias de outubro (IGP-10), que teve alta de 3,20%. Embora ainda elevado, o número ficou abaixo do registrado em setembro, quando a alta foi de 4,34%.

No exterior, ativos de risco, como ações e moedas emergentes se valorizam, recuperando parte das perdas dos últimos dias, quando novas medidas de isolamento em países da Europa e empecilhos nas negociações sobre estímulos nos Estados Unidos exerceram forte pressão negativa.

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