Bovespa opera em alta, no rastro do exterior

Na abertura, o Ibovespa tem alta de 0,33%, aos 56.470 pontos

São Paulo – Depois de conseguir amenizar boa parte das perdas registradas na sessão de ontem e fechar com queda inferior a 1%, a Bovespa operava em alta pela manhã, no rastro de uma tentativa de melhora no exterior. Mas os crescentes impasses políticos nos dois lados do Atlântico Norte inibem uma recuperação mais contundente, e a definição dos negócios deve ficar a cargo da agenda econômica do dia. Às 11h16, o Ibovespa subia 0,33%, aos 56.470 pontos.

“Os investidores seguem na defensiva com o cenário macroeconômico mundial”, afirma, em relatório, o analista da Um Investimentos Eduardo Oliveira. Segundo ele, os mercados internacionais tentam respirar aliviados nesta manhã após as agências de classificação de risco Moody’s e Standard & Poor’s afirmarem que a falta de acordo sobre o déficit nos EUA não afeta o rating soberano do país, em Aaa e AA+, respectivamente.

Ontem à noite, o Comitê Bipartidário do Congresso dos EUA admitiu o fracasso na busca por um acordo sobre os cortes de US$ 1,2 trilhão, no prazo de dez anos, nas contas do governo. A falta de consenso entre republicados e democratas no tema abre espaço para a ativação de cortes automáticos nos gastos públicos em 2013 – apenas dois meses após a próxima eleição presidencial. Mas, o presidente norte-americano, Barack Obama, foi pronto em afirmar que o déficit do país será reduzido “de uma maneira ou de outra” e prometeu qualquer tentativa de barrar esse objetivo.

À luz dos trabalhos do Supercomitê, a Fitch havia colocado, em agosto, o rating AAA e a perspectiva estável dos EUA em revisão. Agora, diante do malogro entre os legisladores, pode haver uma ação negativa por parte da agência de classificação – possivelmente com uma rebaixamento da perspectiva, e não de um degrau. A Fitch espera concluir os trabalhos até o fim deste mês.

Já na Europa, o custo para assegurar dívidas de grandes bancos da Europa contra calotes continua atingindo níveis recordes hoje, com o aumento dos temores de que França e Alemanha possam ser contagiadas pela crise das dívidas soberana na região.

Apoie a Exame, por favor desabilite seu Adblock.