Bolsas europeias fecham em alta nesta terça-feira

O índice Stoxx Europe 600 encerrou com alta de 0,26%, aos 346,32 pontos

São Paulo – Os mercados de ações da Europa fecharam em alta nesta terça-feira, após oscilarem entre ganhos e perdas diante de diversos fatores, como o aumento da violência no Iraque, dados positivos de vendas de carros na região e números mais altos do que o esperado de inflação nos EUA.

O índice Stoxx Europe 600 encerrou com alta de 0,26%, aos 346,32 pontos.

O Iraque se manteve no radar dos investidores.

O presidente dos EUA, Barack Obama, analisa usar ataques aéreos contra os rebeldes iraquianos e líderes do Congresso disseram que o governo dos EUA vai enviar tropas para o país com o objetivo de proteger a embaixada norte-americana, segundo uma agência de notícias.

O Wall Street Journal informou também que o governo xiita do Iraque intensificou sua defesa de Bagdá, enquanto pelo menos 28 insurgentes foram mortos em um ataque à delegacia de polícia da cidade.

Outro fator que alimentou um sentimento de cautela entre os investidores veio do Leste Europeu. A gigante estatal de gás russa OAO Gazprom suspendeu o fornecimento de gás para a Ucrânia, devido à falta de pagamento em embarques anteriores.

Além disso, separatistas no leste da Ucrânia reforçaram o controle sobre a região de Donetsk e passaram a controlar os escritórios regionais do Banco Nacional, o que interrompeu o pagamento de aposentadorias e salários realizado por Kiev.

Por outro lado, as ações de montadoras registraram os maiores ganhos da sessão, após dados mostrarem que a indústria de veículos na Europa continua a se recuperar em maio pelo nono mês seguido, embora o número de registros de carros novos tenha indicado o ritmo mais baixo de expansão em seis meses.

Em Paris, os papéis da Renault ganharam 0,93% e os da Peugeot avançaram 0,29%, sustentado alta de 0,58% no índice CAC-40, aos 4536,07 pontos.

Em Frankfurt, as ações da Daimler tiveram ganho de 0,69% e as da Volkswagen subiram 0,41%. O índice DAX terminou com ganho de 0,37%, aos 9920,32 pontos.

Dentre os fatores que pesaram sobre os mercados acionários, os números de inflação dos EUA aumentaram temores de que o Federal Reserve poderá elevar juros antes que o esperado.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,4% em maio ante abril, em termos sazonalmente ajustados, marcando o maior ritmo de alta desde fevereiro do ano passado. 

O núcleo do CPI, que exclui as categorias de alimentos e energia, aumentou 0,3% em maio ante abril – a maior alta desde agosto de 2011.

Economistas esperavam um avanço menor, de 0,2%, para o CPI e o núcleo.

Inicialmente, as bolsas de Nova York caíram em reação ao dado, o que foi acompanho pela Europa.

Contudo, passado o primeiro impacto, as ações mostraram uma recuperação em ambos os lados do Atlântico.

O índice FTSE Mib, de Milão, encerrou com alta de 0,09%, aos 21996,40 pontos, e o índice PSI-20, de Lisboa, registrou avanço de 0,11%, aos 7202,49 pontos.

Em Madri, o índice IBEX35 terminou com elevação de 0,46%, aos 11058,50 pontos.

Além disso, o dado de confiança dos investidores na Alemanha também esteve no foco dos investidores.

O índice ZEW de expectativas econômicas da Alemanha caiu para 29,8 em junho, de 33,1 em maio.

O resultado contrariou a previsão de analistas, de alta para 35,0, e pesou sobre o euro.

Em Londres, dados mais fracos do que o esperado da inflação do Reino Unido aliviaram a pressão para que o Banco de Inglaterra (BoE) eleve as taxas de juros em breve.

O índice de preços ao consumidor britânico desacelerou para uma alta de 1,5% em maio na comparação com o mesmo período do ano passado, o menor nível desde outubro de 2009.

O resultado ficou abaixo da previsão dos analistas, de uma aceleração para 1,7%.

Na comparação com abril, os preços caíram 0,1%, e também ficaram abaixo da previsão de alta de 0,1%.

O índice FTSE 100 ganhou 0,18%, aos 6766,77 pontos. Com informações da Dow Jones.

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