Bolsa atinge maior pontuação do mês e dólar volta aos R$ 4,16

Em início de temporada de balanço nos EUA, JP Morgan surpreende e puxa índices americanos

Em dia marcado pelo início do período de divulgação dos balanços do terceiro trimestre nos Estados Unidos, o Ibovespa seguiu o movimento de alta das bolsas americanas e avançou 0,19% nesta terça-feira (15). Com isso, o principal índice da Bolsa fechou em 104.489 pontos, o maior nível desde 30 de setembro.

Embora a cena apontasse para maior apetite ao risco, recentes altas do dólar indicam cautela. Na sessão de hoje, a moeda americana subiu 0,89% e passou a valer 4,165 reais. No último dia 4, o dólar valia 4,057 reais.

No mercado de ações, o resultado financeiro do JP Morgan surpreendeu positivamente os investidores e fez as ações da instituição financeira subir 3%, o que ajudou a pressionar para cima os principais índices do mercado americano.

No Brasil, os papéis da Petrobras fizeram a função de sustentar o quinto dia de valorização do Ibovespa. Com grande participação no índice, a estatal viu suas ações ordinárias se apreciarem 1,35% e as preferenciais, 1,06%, após a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado ter aprovado o projeto da cessão onerosa.

Já a maior alta da sessão ficou com os papéis da CSN, que se valorizaram 2,87%. Outras companhias do setor tiveram bom desempenho na Bolsa, como Gerdau e Usiminas que subiram 1,82% e 0,99%, respectivamente. Com maior peso no índice entre as siderúrgicas, a Vale, porém, fechou em queda de 0,17%.

As ações da Yduqs, ex-Estácio, subiram 2,12% após EXAME noticiar que a companhia negocia com exclusividade a compra de ativos da Adtalem Global Education, empresa que, no Brasil, administra as escolas das marcas Wyden Educational, Ibmec e Damasio.

No extremo negativo do Ibovespa, os papéis da Equatorial caíram 4,95%. Nesta terça, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) rejeitou a revisão das tarifas cobradas no Piauí, onde a companhia é responsável pela distribuição de energia.

Já as ações da SLC Agrícola recuaram 2,36% tendo no radar a possibilidade de a China gastar até 50 bilhões de dólares em produtos agrícolas dos Estados Unidos como parte de um possível acordo comercial. A empresa é uma das maiores exportadoras de soja do país, produto de alta demanda chinesa.

De acordo com o economista-chefe da Necton, André Perfeito, isso atrapalharia o agronegócio brasileiro, o que poderia resvalar, inclusive, no mercado de câmbio. "Se confirmada alguma diminuição das exportações de soja brasileira à China temos mais uma pressão de alta do dólar devido a uma balança comercial menos potente", escreveu em relatório a clientes

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