Bolsa +7% em jan; desemprego: 12,3 mi…

Alta de volta

Depois de começar a semana com forte queda, o Ibovespa voltou a subir nesta terça-feira, 0,57%, fechando aos 64.669 pontos. A bolsa terminou o mês de janeiro com uma alta de 7,38%. Destaque positivo para as ações da companhia elétrica Cemig, que subiu 6,9%, em meio a rumores de privatização. A construtora MRV Engenharia também teve alta, de 4,16%, após o banco Santander elevar a recomendação das ações e acionistas aprovarem proposta de dividendos. Nas quedas, vale destacar a fabricante de papel e celulose Suzano, que caiu 3,74%, apesar da alta do dólar. As companhias de educação Estácio e Kroton também figuraram entre as piores baixas, caindo 3,05% e 2,81%, respectivamente.

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De olho na Petrobras

As ações preferenciais da Petrobras subiram 1,21% e as ordinárias 0,31% de olho na reunião da empresa para discutir a venda de ativos, como a distribuidora Liquigás, a têxtil Cetipe e a petroquímica Suape. A alienação dos ativos da Cetipe e da Suape havia sido barrada pela justiça, mas a empresa informou que irá recorrer e que “está tomando as medidas cabíveis em prol dos seus interesses e de seus investidores”. Os papéis da companhia também foram impactados pela alta no preço do barril de petróleo, que subiu 1,21% no contrato Brent, diante de notícias de que o cartel dos produtores, Opep, conseguiu cortar a produção em 1 milhão de barris por dia no mês de janeiro.

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BRMalls decola

A administradora de shoppings BRMalls teve a maior alta do dia do Ibovespa, 7,71%, subindo na esteira de um relatório da seguradora Itaú BBA que afirma que a empresa teria fortes ganhos com a continuidade da queda da taxa básica de juro (Selic). O Itaú BBA destaca que a taxa deve cair para um dígito nas próximas reuniões do Copom e continuar baixa.

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Fibria desaba

As ações da fabricante de papel e celulose Fibria tiveram o pior desempenho do dia do Ibovespa, caindo 7,06%, após a divulgação de um balanço abaixo da expectativa de analistas e investidores. A Fibria contabilizou um prejuízo de 92 milhões de reais no trimestre, inferior ao lucro 910 milhões de reais obtido no ano passado. Parte do resultado foi impactado no final de 2016 pelo desempenho do dólar, que influencia diretamente as vendas da empresa, que é exportadora.

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Desemprego no máximo

A taxa de desemprego medida pelo IBGE na pesquisa Pnad-Contínua fechou o ano de 2016 com 12,342 milhões de desempregados no trimestre, o pior resultado da série histórica, que teve início em 2012. O número é 36% maior do que o registrado no mesmo trimestre de 2015 e corresponde a 12% da população em idade ativa, índice recorde. O dado é resultado da crise econômica pela qual passa o Brasil que se reflete no mercado de trabalho. Tradicionalmente, os números de emprego são os últimos a apresentar melhora antes de um país sair de uma crise.

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Desembolso no mínimo

O BNDES divulgou nesta terça-feira que os valores desembolsados em financiamentos no ano passado caíram 35% em relação a 2015, para 88,3 bilhões de reais. É o menor valor desde 2007 e a primeira vez que o montante fica abaixo de 100 bilhões de reais desde 2008. As consultas de novos financiamentos também caíram, 11%, na mesma base de comparação. “No ano passado, houve redução da demanda e o BNDES não é uma ilha. Está num contexto de dois ou três anos ruins”, disse Fábio Giambiagi, superintendente do banco,.

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Hotéis na pior

A receita por apartamento disponível na rede hoteleira brasileira caiu 3,7% em 2016, apesar dos grandes eventos realizados no país, como a Olimpíada. A taxa de ocupação dos hotéis no Brasil foi de 56,7% em 2016, nível 6,3% menor do que a taxa de 2015, segundo dados informados pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB). “Às vezes é possível compensar a ocupação com uma diária média maior, mas a receita caiu num momento de mais gastos com pessoal, taxas de comissão, luz e água”, disse Orlando de Souza, diretor executivo do FOHB, à Folha de S. Paulo.