BNDES impulsiona negócios no mercado de dívida corporativa

O governo está começando a ter sucesso em sua tentativa de desenvolver um mercado local para financiar R$ 1 trilhão em projetos de infraestrutura

São Paulo – O BNDES está intensificando esforços para estimular o mercado de títulos corporativos depois que uma falta de liquidez frustrou os esforços do governo para construir um mercado local de dívida.

O volume negociado no mercado secundário saltou 86 por cento no ano até agosto, para R$ 18,8 bilhões, comparado à média anual de R$ 17,6 bilhões dos últimos três anos, segundo dados da Anbima. No mercado americano, US$ 7,8 bilhões em títulos brasileiros de alto risco denominados em dólar trocaram de mãos somente em 20 de setembro.

O governo está começando a ter sucesso em sua tentativa de desenvolver um mercado local para financiar R$ 1 trilhão em projetos de infraestrutura e ao mesmo tempo reduzir a oferta de empréstimos a juros subsidiados. O BNDES, cujos desembolsos em 2011 foram quase quatro vezes maiores que os do Banco Mundial, tem encorajado negócios por meio da realização de leilões em um momento em que o maior corte da taxa básica de juros entre as nações do G20 gerou demanda por títulos de dívida de maior rendimento. Em 24 de setembro, a Embratel Participações SA captou R$ 2,15 bilhões em debêntures de 2017 com rendimento de 8,37 por cento, 5,02 pontos percentuais acima dos títulos do Tesouro.

“O BNDES está ajudando o mercado a ter mais liquidez e a tendência é que o mercado tenha agora mais participantes e mais organização”, disse Bruno Costa, corretor de renda fixa da Liquidez DTVM Ltda., em entrevista por telefone de São Paulo. “O BNDES tem aumentando o número de vezes que vai ao mercado com leilões e vende títulos das empresas em que participa.”

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