Bitcoin caminha para recuperação e esperado rali no segundo semestre

A criptomoeda de maior circulação subiu para o maior nível desde novembro na sexta-feira

(Bloomberg) — A Bitcoin mostra uma recuperação sustentada, e os investidores devem aproveitar a desvalorização recente para aumentar as compras, segundo o estrategista técnico Robert Sluymer, da Fundstrat. A criptomoeda de maior circulação subiu para o maior nível desde novembro na sexta-feira.

“Use a desvalorização pendente para continuar acumulando Bitcoin no segundo trimestre, em antecipação a um rali no segundo semestre por meio de uma resistência de aproximadamente 6.000”, escreveu Sluymer em relatório de 2 de maio. O estrategista espera uma recuperação da Bitcoin da média móvel de 200 semanas e um distanciamento da faixa de negociação do primeiro trimestre com “o estágio inicial de uma recuperação de longo prazo”.

Sluymer alertou em meados de novembro, quando a Bitcoin era negociada em torno de US$ 5.500, que o ativo havia sofrido “danos técnicos significativos” que poderiam levar meses para serem reparados. Nas semanas seguintes, a Bitcoin caiu para US$ 3.136,04. Em fevereiro, Sluymer havia alertado que a posição técnica no espaço criptográfico ainda estava em um nível baixo. A Bitcoin só retornou ao nível de US$ 5.000 no início de abril.

A Fundstrat foi uma das primeiras empresas a analisar as criptomoedas e desenvolveu seus próprios índices. Tom Lee, cofundador da Fundstrat, é considerado um entusiasta da Bitcoin. Lee começou 2018 com um preço-alvo para o fim do ano de US$ 25.000, antes de decidir desconsiderar prazos para suas previsões em dezembro, quando o intervalo do preço-alvo estava entre US$ 3.000 a US$ 4.000. Lee disse em março que vê 2019 como um ano em que o mercado pode apostar em uma melhor posição “risco-recompensa”.

“Embora seja prematuro concluir que a Bitcoin voltará a testar o suporte de cerca de US$ 4.300, incentivamos operadores e investidores a permanecerem focados no desenvolvimento do perfil técnico otimista de longo prazo”, escreveu Sluymer. “Conclusão: use a desvalorização recente para acumular.”

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