• BVSP 121.113,93 pts +0,3%
  • USD R$ 5,6033 +0,0147
  • EUR R$ 6,6964 +0,0000
  • ABEV3 R$ 15,85 -0,13%
  • BBAS3 R$ 29,75 +0,37%
  • BBDC4 R$ 26,17 +1,43%
  • BRFS3 R$ 23,62 -2,80%
  • BRKM3 R$ 50,09 +3,24%
  • BRML3 R$ 9,8 +0,20%
  • BTOW3 R$ 68,22 +0,04%
  • CSAN3 R$ 90,81 -0,27%
  • ELET3 R$ 35,46 +3,68%
  • EMBR3 R$ 15,81 -0,94%
  • Petróleo US$ 66,26 -0,76%
  • Ouro US$ 1.775,10 -0,29%
  • Prata US$ 25,81 -1,13%
  • Platina US$ 1.203,10 -0,46%

Após semana de pânico, bolsas conseguirão se recuperar?

Bolsas europeias operam em alta na manhã desta sexta-feira, 13, com a expectativa de novos estímulos econômicos

São Paulo — Após uma semana de caos para os mercados financeiros mundo afora, a sexta-feira, 13, vai ser dia de algum alívio, ou de mais sangue? As bolsas europeias, que caíram dois dígitos na quinta-feira e tiveram uma semana para esquecer, operam em alta nas primeiras horas desta manhã e podem ter um dia de leve recuperação.

O índice europeu Stoxx 600, que fechou em queda de 11,48% na quinta-feira, opera em alta entre 2% e 2,5% às 7h. O FTSE 100, de Londres, tem alta na casa dos 3,7% às 7h de Brasília. Embora ainda pequenas perto das perdas acumuladas de mais de 20% na semana, as altas na Europa mostram a expectativa de estímulos econômicos vindos dos governos.

Na quinta-feira, as bolsas caíram reagindo sobretudo a um pacote anti-coronavírus do presidente americano, Donald Trump, que proibiu estrangeiros vindos da Europa nos EUA. As bolsas europeias também caíram na quinta-feira em meio à decisão do Banco Central Europeu de manter suas taxas de juros. O caos tirou 1 trilhão de euros do mercado europeu.

Também nos EUA, o impacto da decisão de Trump na economia fez o Dow Jones ter o pior dia desde 1987. O S&P 500, que reúne as principais bolsas americanas, caiu 9,51%.

Nesta sexta-feira, contudo, os contratos futuros da bolsa dos EUA subiam mais de 4% antes das 7h, diante de indícios que democratas e republicanos podem concordar logo em um pacote de estímulos bilionário do governo americano contra o coronavírus.

Na mesma linha, as bolsas asiáticas caminhavam rumo a novas quedas bruscas, mas se recuperaram ao final do pregão nesta madrugada com a possibilidade dos estímulos econômicos. O japonês Nikkei chegou a cair mais de 10%, mas terminou fechando em baixa de somente 6,08%. A bolsa da Austrália encerrou em baixa de 8% (mas se recupera nas negociações após o fechamento, tendo subido mais de 4%). Os índices chineses de Shenzhen e Xangai caíram e 1% e 1,23%, respectivamente.

O índice MSCI de ações Ásia-Pacífico (menos o Japão) terminou em queda de 1%. Na semana, o índice geral asiático acumula queda acima de 11%, o pior resultado desde a crise econômica de 2008. O Japão tem um dos piores cenários, com a possibilidade de cancelamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio — que seriam, na visão dos analistas, um grande estímulo para a economia do país, que fechou 2019 em recessão.

Países como Japão, Coreia do Sul, China e países europeus já anunciaram pacotes de estímulo e apoio dos bancos centrais para manter a liquidez. Mas o número crescente de casos de coronavírus fora da China e o aparente despreparo dos governos no Ocidente para lidar com a situação ajuda a instalar o pânico.

O número de casos chegou a mais de 128.000 na manhã desta sexta-feira, mais de 48.000 deles fora da China. Só a Itália tem mais de 12.000 casos, sendo o país mais afetado depois dos chineses.

O Ibovespa acompanhou as movimentações e caiu 14,8% na quinta-feira, a maior baixa desde 1998, na crise asiática. As perdas acumuladas chegam a 38% neste ano no Ibovespa, que voltou ao nível de junho de 2018, na casa dos 72 mil pontos. Até onde o índice pode ir?

O dólar comercial chegou a superar 5 reais no início do dia, mas desacelerou com quatro leilões de venda de moeda pelo Banco Central e terminou o dia com elevação de 1,4%, vendido a 4,786 reais. Por aqui, além da crise global, não ajuda o fato que o presidente Jair Bolsonaro esteja ele próprio com suspeita de coronavírus após uma viagem aos Estados Unidos.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.