Ainda é cedo para brigar por corretagem, afirma Link Trade

Para Monica Saccarelli, as corretoras deveriam ampliar o mercado para atrair novos investidores

São Paulo – A corretora Link Trade não irá entrar na guerra de preços por corretagem para atrair novos investidores, anunciou a diretora da corretora, Monica Saccarelli. ” A nossa posição não será de reduzir a corretagem. Hoje acreditamos e investimos muito na parte educacional e atendimento. Para isso é preciso de uma corretagem competitiva, mas não entrar em uma guerra de preços”, disse ela em entrevista para o programa Portfólio, de EXAME.com.

Para Monica, o mercado ainda não está maduro o suficiente para iniciar uma briga por preços. “Ainda é cedo para começar uma guerra de preços apenas com 600 mil investidores. Se você tiver as corretoras fortes investindo na parte de educação, que é muito importante aqui no Brasil com certeza a gente vai atingir esses 5 milhões de investidores. Depois é um outro momento de mercado. Até lá ainda há um grande caminho”, explica.

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A Link Trade, hoje com uma carteira entre 15 mil e 20 mil clientes, não fez parte da aquisição da Link Investimentos pelo UBS, realizada no ano passado. A transação envolveu apenas a área institucional e de gestão de riquezas. O valor da transação foi de 112 milhões de dólares. “O home broker não foi adquirido. Está sendo montada uma nova corretora, que é a OCTO. Toda estrutura e clientes vão para a nova corretora”, afirma Monica. Segundo ela, a transferência de custódia será rápida e simples. “O investidor precisará de fazer uma anuência”, diz. A migração ainda aguarda o aval do Banco Central.

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