10 notícias para lidar com os mercados nesta quarta-feira

Bolsas na Europa e índices futuros nos EUA caem diante de especulações de que o Federal Reserve poderá sinalizar a manutenção dos estímulos à economia americana

São Paulo – Aqui está o que você precisa saber:

1 Mercados: Decisão do Fed e Grécia centram as atenções. As bolsas na Europa e índices futuros nos EUA caem diante de especulações de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) poderá sinalizar a manutenção dos estímulos à maior economia do mundo. O euro cede com o receio de que o governo da Grécia tenha dificuldades para aprovar medidas de austeridade. O petróleo recua em Nova York por sinais de queda nos estoques do produto. O mercado internacional ainda reage a decisão do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Fed sobre a taxa de juros do país, atualmente fixada entre 0% e 0,25% ao ano. No Brasil, os investidores acompanham a divulgação da taxa de desemprego pelo IBGE.

2 Governo pode mudar diretoria da Petrobras, diz Ideli. O governo federal está negociando mudanças em mais de 40 cargos de primeiro e segundo escalão em empresas estatais, incluindo a diretoria da Petrobras, bancos e companhias de energia, disse a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. As alterações nas estatais vão atender os pedidos da base de apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff, que negocia a mudança de cargos da área econômica com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e das empresas estatais do setor energético, inclusive Petrobras, com o ministro de Energia Edison Lobão.

3 Brasil Foods e Cade ainda estão longe de um acordo. A Brasil Foods e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ainda estão longe de um acordo que preserve a criação da maior fabricante de comida pronta congelada do País, informa reportagem da Bloomberg. A informação é de um dos integrantes do Cade que participou de uma reunião ontem (21), em Brasília, com representantes da empresa.

4 Sem balanço, Brazil Pharma fecha oferta na base da confiança. A confiança foi fundamental para que a rede de drogarias Brazil Pharma, controlada pelo BTG Pactual, conseguisse atrair demanda suficiente para concluir com sucesso sua oferta inicial de ações, que terá o preço fechado hoje à noite. Os bancos coordenadores BTG, Bradesco BBI e Morgan Stanley já tinham os pedidos de reserva necessários para vender as ações, provavelmente entre o piso e o ponto médio do intervalo, que vai de 16,25 a 19,25 reais, informa reportagem do Valor Econômico.

5 Márcio Fortes é indicado a chefiar a Autoridade Pública Olímpica. O ex-ministro das Cidades Márcio Fortes foi indicado pela presidente Dilma Rousseff para comandar a Autoridade Pública Olímpica (APO), órgão responsável por coordenar as ações governamentais para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Fortes foi escolhido depois que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, indicado inicialmente para chefiar a APO, passou a comandar o Conselho Público Olímpico (CPO), para o qual foi nomeado na última sexta-feira (17).

6 Disputa do pré-sal pode acabar no STF, diz jornal. A definição sobre a divisão dos royalties que serão cobrados na exploração do pré-sal pode acabar na Justiça. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou ao Estado de S. Paulo que, se os governadores não chegarem a um acordo sobre como repartir os recursos arrecadados com a cobrança da compensação financeira e o Congresso insistir em manter a sistemática de rateio vetada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a decisão acabará nas mãos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

7 Pimco lista quatro fatores cruciais que pesam sobre os mercados. O mundo vive hoje uma série de incertezas que travam a recuperação das economias europeias e americana e que atrapalham o desempenho dos mercados financeiros em todo o mundo. O CEO (Chief Executive Officer) e CIO (Chief Investment Officer) da Pimco, maior gestora global de títulos (1,3 trilhão de dólares), Mohamed A. El-Erian, listou quatro das principais, entre elas os problemas dos balanços de diversos países.

8 Santander altera projeções para empresas de infraestrutura e logística. Em relatório assinado pelos analistas Caio Dias, Bruno Amorim e Alexandre Amson, o Santander elevou nesta quarta-feira (22) a recomendação para a Santos Brasil (STBP11) de manter para comprar, alterando o preço-alvo de 28 reais em 2011 para 37,50 reais até o fim de 2012. A Log-In (LOGN3) teve a recomendação elevada de underperform (performance abaixo da média do mercado) para manter. O preço-alvo caiu de 11 reais até dezembro de 2011 para 8 reais até o final do próximo ano. Já a recomendação para a Wilson, Sons (WSON11) foi reiterada em manter. O preço-alvo introduzido é de 30 reais até o fim de 2012.

9 BicBanco apresenta ponto de entrada atrativo, diz Santander. Na opinião dos analistas Henrique Navarro e Boris Molina do Santander, as ações preferenciais (BICB4) apresentam ponto de entrada atrativo por conta do desempenho 17% inferior ao do Ibovespa no acumulado do ano. O preço-alvo caiu de 19 reais até o fim de 2011 para 13,80 reais para cada ação até o final do ano que vem. A recomendação foi mantida em comprar.

10 Estrelas de fundos hedge globais estão pessimistas. Os gestores de fundos hedge estão se preparando para entrar no segundo semestre com muitos motivos para serem pessimistas – e não muitos, ao que parece, para esperar ganhar dinheiro. Uma série de choques macroeconômicos desde o começo de 2011 está afetando os portfólios de grandes gestoras de fundos que negociam com base nos movimentos econômicos mundiais. Muitos temem que o pior esteja por vir, informa o Valor Econômico, citando reportagem do Financial Times.

Bônus I O que há de errado com a bolsa? As incertezas em relação à economia e à atuação do governo levaram a Bovespa a ter um dos piores desempenhos do mundo desde o fim de 2009. Com a bolsa em baixa, já há investidores apostando que esta é a hora de comprar.

Bônus II Centauro: das quadras para o IPO. Entenda como a mineira SBF, dona da Centauro, maior rede de roupas e artigos esportivos do país, se prepara para abrir o capital — e financiar um crescimento acelerado até a Copa de 2014.

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