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Preço de moradias sobe em 60 de 70 cidades da China

Dados indicam que Pequim ainda enfrenta dificuldades para controlar a elevação dos preços dos imóveis

Prédios em Pequim, na China: preço de moradias estão cada vez mais altos (Anderson Schneider)

Prédios em Pequim, na China: preço de moradias estão cada vez mais altos (Anderson Schneider)

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Da Redação

18 de fevereiro de 2011, 08h54

Pequim - Os preços dos imóveis residenciais novos em 60 das 70 maiores cidades da China aumentaram janeiro na comparação com dezembro, informou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas do país. Em relação a janeiro de 2010, os preços subiram em 68 das 70 cidades, sendo que em 10 delas a alta porcentual foi de dois dígitos. Os dados indicam que Pequim ainda enfrenta dificuldades para controlar a elevação dos preços dos imóveis.

Desde janeiro, os números não são mais incluídos na média dos preços dos imóveis e focalizam cidades individuais, como parte de uma ampla revisão dos indicadores, a fim de melhorar a qualidade dos dados.

Isso torna mais difícil medir a tendência nacional dos preços dos imóveis residenciais, mas o aumento não surpreendeu, uma vez que as novas medidas de contenção dos preços imobiliários adotadas por Pequim, no fim do mês passado, já sugeriam que os valores no país continuavam a subir de forma acelerada.

Os preços dos imóveis em Pequim subiram 0,8% em janeiro ante dezembro e avançaram 6,8% em relação a janeiro do ano passado. Em Xangai, os preços dos imóveis residenciais subiram 0,9% em janeiro ante dezembro e 1,5% ante janeiro do ano passado.

Em Chongqing, os valores caíram 0,1% ante dezembro, mas subiram 7 9% em relação a janeiro de 2010. Em Shenzhen, os preços subiram 2% em janeiro na comparação com dezembro e 3,1% em relação a janeiro do ano passado.

"Ainda estamos vendo algumas cidades registrarem altas anuais de dois dígitos, indicando que as medidas de aperto introduzidas no ano passado não foram bem sucedidas", disse Yang Sheng, analista do setor imobiliário na corretora Xiangcai Securities. "Ainda é cedo para dizer quão efetivas são as recentes medidas, mas as transações devem ser afetadas nos próximos meses." As informações são da Dow Jones.

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