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Imóveis são alugados e vendidos com descontos de mais de 15%

Em 2015, 27% dos brasileiros que alugaram um imóvel e 17% dos que compraram uma casa ou apartamento conseguiram 15% ou mais de desconto nos preços anunciados

São Paulo - O desaquecimento do mercado imobiliário no Brasil vem gerando bons descontos no aluguel e na compra de imóveis. É o que aponta uma pesquisa sobre negociações divulgada pelo site de classificados imobiliários VivaReal.

Segundo o levantamento, 48% dos consumidores que fecharam negócios pelo site ao longo de 2015 conseguiram reduções nos preços inicialmente anunciados ao concluir a transação, tanto no caso das compras, quanto de aluguéis. Na maior parte das negociações (58%) foi obtido até 10% de desconto sobre o valor anunciado. 

Ao observar apenas os dados sobre compras, 17% dos consumidores conseguiram descontos de mais de 15%: 9% conseguiram de 15% a 20% de desconto, 4% negociaram preços de 20% a 30% menores do que os anunciados e 5% conseguiram reduzir o valor do contrato em mais de 30%.

Já em relação aos aluguéis, os descontos obtidos foram ainda maiores: 27% dos usuários conseguiram descontos superiores a 15%. Entre eles, 10% obtiveram preços de 15% a 20% menores, 7% negociaram preços de 20% a 30% mais baixos e 10% conseguiram contratos até 30% mais baratos do que o anunciado.

Veja a seguir o gráfico com os resultados do levantamento feito pelo VivaReal:

Gráfico do VivaReal mostra os descontos obtidos por quem alugou ou comprou um imóvel em 2015 (Reprodução)

De acordo com a pesquisa do VivaReal, a média do preço do metro quadrado de imóveis para venda no Brasil caiu 0,35% no quarto trimestre de 2015 comparado com o mesmo período de 2014. Na mesma base de comparação, os preços dos imóveis para alugar caíram 5,24%.

De acordo com Raone Costa, economista da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), investidores que compraram casas e apartamentos nos últimos anos com o objetivo de obter renda com aluguéis não conseguiram encontrar inquilinos para seus imóveis diante do aumento da incerteza em relação ao cenário econômico.

Assim, com a oferta em alta e a demanda em baixa, esses investidores têm preferido alugar a unidade por um valor menor a arcar com custos relacionados ao imóvel, como taxa de condomínio e impostos.

Da mesma forma, investidores que compraram imóveis com o objetivo de vendê-los depois, obtendo lucros na operação, também se viram obrigados a reduzir os valores para conseguir vender os imóveis e evitar os custos relacionados à manutenção da propriedade.

O que fazer 

Para quem paga aluguel e não pretende comprar um imóvel, o cenário é propício para buscar um contrato de locação mais barato, segundo Luiz Calado, economista e autor do livro “Imóveis - Seu Guia Para Fazer da Compra e Venda Um Grande Negócio”.

Ainda que a rescisão do contrato atual possa gerar multas, pode valer mais a pena trocar de contrato do que esperar pelo próximo reajuste do aluguel. Como os contratos de locação são reajustados pelo IGP-M, índice que é influenciado pela alta do dólar, a expectativa é que o reajuste dos aluguéis seja maior neste ano, diz Calado.

Para quem quer comprar uma casa ou apartamento, pode valer a pena esperar mais um pouco para concluir a transação e evitar a desvalorização do bem. Especialistas apontam que a tendência é que os preços de venda dos imóveis caiam em 2016 (veja se vale mais a pena comprar ou alugar um imóvel agora).

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