Mercado Imobiliário

Da 'casa de vó' à 'mansão de milhões', eles entenderam que TikTok também vende

Os corretores e influenciadores Mônica Poplawski e Henry Ebert são os convidados do segundo episódio de Por trás do tijolo e falam sobre como a corretagem é feita nas redes sociais

Por trás do tijolo: os corretores e influenciadores Mônica Poplawski e Henry Ebert são os convidados do segundo episódio

Por trás do tijolo: os corretores e influenciadores Mônica Poplawski e Henry Ebert são os convidados do segundo episódio

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 8 de julho de 2026 às 18h00.

Última atualização em 8 de julho de 2026 às 18h04.

São Paulo terminou 2025 com 517 mil anúncios de imóveis à venda. Nunca teve tanta oferta de imóvel, e nunca teve tanta gente querendo vender. No fim de 2024, a cidade tinha cerca de 180 mil unidades ofertadas.

De lá para cá, foram quatro trimestres seguidos de alta, com uma oferta que cresceu mais de 180%. Os dados são do Índice de Demanda Imobiliária, índice desenvolvido pelo Ecossistema Sienge, CV CRM e Prospecta em parceria com a a CBIC (Câmara Brasileira da Industria da Construção).

Para se destacar, tem corretor que não espera mais o cliente chegar e aparece todos os dias no feed de quem nem sabia que queria comprar um imóvel. Seja no TikTok, Instagram ou YouTube, há espaço para quase todos os nichos — da casa de vó de 1970 vendida a uma bagatela, até a uma mansão em Alphaville avaliada em R$ 72 milhões.

"O meu cliente já tem uma casa, que provavelmente também vale milhões. Preciso gerar nele, através de um vídeo meu, um desejo de ter uma casa que ele nem sabia que queria comprar -- mas que ele vai ter vontade de ter", explica a corretora Monica Poplawski, que participa do segundo episódio de Por trás do tijolo, o novo programa de mercado imobiliário da EXAME.

Quando começou a divulgar mansões milionárias nas redes sociais, Poplawski sempre era questionada sobre quem no TikTok iria comprar um imóvel de luxo. A resposta da corretora era enfática: "O filho do rico está no TikTok".

Mônica Poplawski atua no segmento de altíssimo padrão, sobretudo no mercado de Alphaville, região metropolitana de São Paulo, vendendo mansões de dezenas de milhões de reais, com propriedades que tocam nos R$ 110 milhões. Ao todo, a corretora e influenciadora tem quase 1,8 milhões de seguidores em suas redes sociais.

Henry Ebert está do outro lado da moeda. Com forte atuação nos bairros mais valorizados de São Paulo, o corretor ganhou popularidade nas redes sociais por mostrar "achados", oportunidades e apartamentos icônicos e modernistas, especialmente em bairros tradicionais, a um preço justo.

"São imóveis reais para pessoas reais. Às vezes, em vez de pagar uma grana em prédios novos, eu acho um detonadinho para reformar e restaurar", afirma.

Ebert tem cerca de 150 mil seguidores nas redes, mas há vídeos que chegam a mais de 200 mil visualizações.

Assista ao segundo episódio de Por trás do tijolo, da EXAME, com os corretores e influenciadores Mônica Poplawski e Henry Ebert:

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