O mundo pós-coronavírus: a visão de Fabian Salum, da Fundação Dom Cabral

'Há uma tendência que não deve retroceder com a crise: a de encontrar formas de gerar percepção de valor no cliente.'

Fabian Salum: professor de estratégia e inovação da Fundação Dom Cabral

Fabian Salum: professor de estratégia e inovação da Fundação Dom Cabral (Divulgação/Divulgação)

Para o professor de estratégia e inovação da Fundação Dom Cabral, a pandemia é um momento para reavaliar a forma de planejar ações dentro das empresas.

Que mundo encontraremos após a pandemia do coronavírus? Que lições teremos aprendido? Como passaremos a lidar com a saúde? Como ficarão aspectos do cotidiano, como as relações de afeto, o mercado de consumo, a espiritualidade? E a economia? Ninguém tem ainda essas respostas. O resultado vai depender de nossa com­preensão dos acontecimentos, dos posicionamentos da sociedade civil, das atitudes socialmente responsáveis das empresas, dos caminhos adotados pelos governantes. Em resumo: vai depender de nós. Para tentar antecipar esses cenários, falamos com especialistas em diversas áreas. O resultado você confere nesta reportagem da edição 1207. Nos próximos dias, continuaremos o debate com outros especialistas aqui no site.

A seguir, o depoimento de Fabian Salum:

Vivemos uma crise sem precedentes, com um impacto global que não imaginávamos. Todos sairemos mais calejados. Nas empresas, vamos aprender a ser mais prevencionistas. É hora de mudar a forma de planejar, questionar os modelos de organização e de negócios. Devemos passar a considerar fatores como esse, da pandemia, de intempéries e externalidades negativas. 

Entre as mudanças que teremos nas companhias, certamente está o relacionamento com o cliente. A tendência de ter relações mais digitais foi acelerada, e é preciso, mais do que nunca, investir em tecnologia para conectar fornecedores e consumidores. O mesmo deve ocorrer com as formas de entregar e atender: ainda temos um modelo de muita estrutura física. Escritórios, galpões e centros de distribuição ativos. O custo destes espaços será repensado.  

As medidas sanitárias também devem ter uma grande influência nas organizações. Vamos mudar parâmetros, entregar sem embalagens, rever a entrada nas casas de clientes para executar serviços. Demoraremos para esquecer esta experiência que estamos tendo com higiene e educação. Pode até ser que as cidades fiquem mais limpas. 

Há uma tendência que não deve retroceder: a de encontrar formas de gerar percepção de valor no cliente. O produto em si não tem mais a relação tradicional de antes com o consumidor. Devemos levar em conta a flexibilidade nas negociações, discutir preços e questões tributárias para garantir que a economia continue funcionando. O bom senso e o humanismo devem estar presentes em uma nova lógica de diálogo entre empresas e stakeholders.

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