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ESG e estratégia são prioridades na comunicação empresarial, diz estudo

Estudo da Aberje aponta as habilidades necessárias para os profissionais de comunicação, as estratégias de gestão e negócios e a importância do capital humano nos próximos anos
 (Getty Images/Bernhard Lang)
(Getty Images/Bernhard Lang)
Por Marina FilippePublicado em 18/03/2021 07:00 | Última atualização em 18/03/2021 05:42Tempo de Leitura: 5 min de leitura

Na comunicação, o capital humano será tão importante ou até mais do que a tecnologia nos próximos três anos para 94% das organizações brasileiras, aponta o estudo "O que esperar da Comunicação Organizacional no Brasil", conduzida pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), divulgado em primeira mão pela EXAME.

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A metodologia conta com a participação de 204 empresas, sendo 83% privadas e 44% multinacionais, entre associadas e não associadas à Aberje, localizadas nas diversas regiões do país, de todos os portes e 31 segmentos. A coleta de dados ocorreu no período compreendido entre 17 de dezembro de 2020 e 28 de janeiro de 2021, por meio de autopreenchimento em sistema online.

"Estamos em plena revolução digital, na qual tecnologias aliam-se aos profissionais. Entretanto, ao contrário do que muitos especulam, as tecnologias serão coadjuvantes, necessitando de profissionais humanizados e habilitados apesar de digitalizados", afirma Paulo Nassar, diretor-presidente da Aberje e professor titular da Escola de Comunicações da Universidade de São Paulo.

Perfil dos profissionais de comunicação

Em relação às habilidades tecnológicas, 77% das empresas apontam que os profissionais de comunicação precisam ter conhecimentos em gestão de dados. Assim, a análise de Big Data fica em seguida entre as prioridades, para 56% dos respondentes. Ainda são apontados o design digital (50%), produção de vídeo (45%), otimização de mecanismos de busca – SEO (41%) e uso de tecnologias de Inteligência Artificial (30%).

Outras habilidades relevantes para os profissionais de comunicação são: planejamento estratégico (64%), gestão de riscos e crises (47%), construção e produção digital (40%), engajamento com stakeholders (35%) e gestão de marca (32%).

Já as estratégias de comunicação vistas como mais valiosas no futuro, há uma divisão entre a mídia compartilhada, com redes sociais e influenciadores online (46%) de fora da organização, e a mídia própria, com conteúdo original distribuído pelos canais da organização (39%).

É fato, contudo, que as mídias sociais são os canais mais utilizados para se comunicarem com seu público de interesse (85%), seguida do portal corporativo (66%). Quanto às plataformas de comunicação, os participantes elegeram como as mais importantes para melhorar a eficácia das estratégias de comunicação o LinkedIn (44%), o Instagram (43%), o WhatsApp (39%) e o YouTube (34%).

Ainda sobre as questões estratégicas mais importantes para a gestão da Comunicação Organizacional dos participantes são: estabelecer o link entre a comunicação e a estratégia de negócio (59%); interagir com as novas audiências e protagonistas (46%); lidar com a evolução digital e redes sociais (45%); fortalecer o papel estratégico da função de comunicação (44%) e combinar a necessidade de atingir mais públicos e canais com recursos limitados (34%).

ESG

Para as empresas é preciso também levar em consideração as mudanças que ocorreram por conta da pandemia da Covid-19, como aumento da comunicação digital e desenvolvimento de novos canais. Além disso, temas relacionados a ESG (Environmental, Social e Governance) ganham mais espaço dentro das empresas nos próximos três anos.

A maioria (58%) das organizações participantes já comunica suas ações voltadas para a sustentabilidade e sociedade sociais. Das que ainda não se comunicam, para 12% é muito provável e para 20% é provável que venham a fazer ainda esse ano. E apenas para 10% delas é pequena essa probabilidade.

Entre as que já estão se comunicando e as que provavelmente irão se comunicar nesse ano, os principais temas a serem abordados são: defesa do meio ambiente (21%); incentivo à educação (19%), igualdade de gêneros (15%) e combate à desigualdade social (11%). além de diversidade e inclusão (14%).

"No ambiente empresarial, a pandemia acelerou de maneira radical a percepção da organicidade das ideias de ambiente, social e governança, do ESG. É impossível alcançar de maneira sustentável o lucro, a inovação, sem governança e sem relações humanas sustentáveis", afirma Nassar.

Desafios

O que fica claro com a pesquisa é que inúmeros serão os desafios para a comunicação empresarial neste ano. Os mais destacados pelos participantes são o aumento da interação e do impacto via comunicação digital (71%), as questões relacionadas à diversidade (43%), a Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD (36%), a crise provocada pela pandemia da Covid-19 (33%), as mudanças das configurações organizacionais internas (32%) e o maior controle e pressão dos stakeholders (30%).

Além disso, o sistema home office foi adotado para todos os profissionais de comunicação participantes durante o período de pandemia.  Assim, para 41% deles, a tecnologia é um fator dificultante de comunicação, especialmente por causa da conexão e da instabilidade de internet e telefonia móvel. O aumento expressivo de trabalho durante o home office é percebido por 36% dos entrevistados, apontando a disponibilização imediata e pelo excesso de reuniões como fatores principais.

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