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Alesp vota projeto que proíbe propaganda LGBTQIA+ e agências se manifestam

Autora do PL 504 alega que LGBTQIA+ nas propagandas gera "desconforto emocional", enquanto agências de publicidade, movimentos sociais e pessoas públicas repudiam o projeto; veja manifestações

 (FatCamera/Getty Images)

(FatCamera/Getty Images)

Marina Filippe

Marina Filippe

Publicado em 21 de abril de 2021 às 16h16.

Última atualização em 22 de abril de 2021 às 18h03.

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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) deve votar nesta quinta-feira, 22, no Projeto de Lei nº 504/2020, de autoria da deputada estadual Marta Costa (PSD), que proíbe a publicidade, através de qualquer veículo de comunicação e mídia, de material que contenha alusão a diversidade sexual e de gênero a partir da presença ou referência aos LGBTQIA+. 

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Costa alega em documento que "o uso indiscriminado deste tipo de divulgação traria real desconforto emocional a inúmeras famílias além de estabelecer prática não adequada a crianças que ainda, sequer possuem, em razão da questão de aprimoramento da leitura (5 a 10 anos), capacidade de discernimento de tais questões". 

Se aprovada, a lei passará a proibir campanhas como a de Dia dos Namorados promovida pelo O Boticário em 2015 com casais homoafetivos, ou ainda a do Dia dos Pais da Natura, com diferentes pais, e entre eles Thammy Gretchen.

A ação vai na contramão às recentes conquistas de direitos da população LGBTI+ e, mais uma vez, gera invisibilidades na comunicação que já é bem pouco diversa, como revela pesquisas do Facebook e Elife e SA365. Diante disto, políticos, pessoas públicas e agências de publicidade começaram a se manifestar. 

"Para nós, além do óbvio absurdo que existe por trás de um projeto que incentiva e dissemina a LGBTQIA+fobia, é uma violência profunda à liberdade e a tudo que prezamos. Não só como uma agência que acredita, incentiva e promove a inclusão e a diversidade, mas como seres humanos, que acreditam na força da união e do amor, como quer que ele seja", disse a Africa no Instagram.

"Demos um passo por vez e estamos construindo um mercado mais justo, igualitário e representativo. Agora, querem que a gente de um passo para trás", publicou a agência Leo Burnett. Veja mais manifestações de agências abaixo. 

https://www.instagram.com/p/CN5_gceHG8j/

 

 

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