5 ícones da propaganda criados pela DPZ

Comprada pelo Publicis Groupe, agência é responsável por anúncios memoráveis da história da publicidade brasileira
Baixinho da Kaiser: personagem  é uma das criações da DPZ (Divulgação)
Baixinho da Kaiser: personagem é uma das criações da DPZ (Divulgação)
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Cris SimonPublicado em 11/07/2011 às 19:43.

São Paulo - Reconhecida como uma das agências de publicidade mais premiadas do Brasil, a DPZ foi fundada em 1968 por Roberto Duailibi, Francesc Petit, José Zaragoza e Ronald Persichetti. Foi a primeira operação brasileira a conquistar um Leão de Ouro no festival de Cannes, em 1975.

A agência foi comprada hoje (11) pelo Publicis Groupe, no que representa o quarto negócio fechado pela companhia somente neste ano. Recentemente, o grupo também adquiriu a Tailor Made e o GP7, além de aumentar sua participação para 60% do Grupo Talent.

Pela DPZ, importantes publicitários do Brasil como Washington Olivetto, Nizan Guanaes, Gabriel Zellmeister e Marcello Serpa começara suas carreiras ou passaram, antes de seguirem para projetos próprios.

Aos 43 anos, a empresa já criou campanhas e personagens que são lembrados em todo o país, como o Garoto Bombril, com o ator Carlos Moreno, o franguinho da Sadia, o Leão do Imposto de Renda e o Baixinho da Kaiser. Veja alguns desses ícones:

1 Carlos Moreno, o garoto Bombril

Criada pelo diretor de arte Francesc Petit e pelo redator Washington Olivetto - que na época atuavam juntos na agência -, a campanha da Bombril com Carlos Moreno foi listada no Guinness Book of Records em 1994 como a que se manteve mais tempo no ar estrelada pelo mesmo ator.

O ícone foi criado em 1978, quando a DPZ tinha o desafio de renovar o slogan "Mil e uma utilidades" utilizado pela marca desde os anos 50.

Tímido e educado, o garoto Bombril conquistou a simpatia das donas de casa e acabou se tornando o porta-voz oficial da empresa, e não só de marcas Bombril.

Veja o primeiro comercial da série

2 Lequetreque, o franguinho Sadia

Criado em 1971 como parte da estratégia da empresa para popularizar seu frango defumado, o franguinho Sadia, como é mais conhecido Lequetreque, foi uma criação da DPZ, assim como o "S" que acompanha o mascote.

Em 1985, o nome Lequetreque foi escolhido por meio de um concurso entre consumidores.

Ao longo dos anos seguintes, o personagem foi ganhando ares mais modernos e arredondados, condizentes com cada época.

Em 2007, o carismático mascote teve sua mudança mais significativa: ganhou uma versão em três dimensões (3D). De cara nova, o franguinho passou a ser chamado oficialmente de Mascote Sadia, em uma estratégia para reforçar a marca que representa.


3 Sundown

Quando o protetor solar da Johnson & Johnson foi lançado no Brasil, o cenário mais comum no verão eram os preparados caseiros e os óleos bronzeadores, que não levavam filtro.

Os consumidores pouco sabiam sobre a diferença - e a importância - de se bronzear sem se queimar.

A ideia da agência foi, então, sugerir ao consumidor que havia a possibilidade de atingir um bom bronzeado sem "virar um pimentão”.

Com a campanha, que tinha um "pimentão" como garoto-propaganda, a DPZ lançou Sundown no mercado e ajudou o produto a se manter líder de vendas no segmento. 


4 O baixinho da Kaiser

O personagem vivido por José Valien Royo para a Kaiser surgiu por acaso.

Na época - 1986 - a dupla de criação José Zaragoza e Neil Ferreira achou espontânea e irreverente a personalidade do então motorista da Nova Filmes, produtora que selecionava o casting para uma nova campanha da cerveja. Os dois resolveram chamá-lo para protagonizar o comercial.

O jeito atrapalhado de Valien tornou-se um case da propaganda brasileira no segmento de cervejas, levando a campanha a ganhar vários prêmios no Brasil e no exterior, entre eles, o Leão de Ouro no festival de Cannes, maior prêmio da publicidade.


5 O Leão do imposto de renda

O símbolo do IR nasceu em uma campanha no final da década de 70. Na época, quem "tributava" a população era a figura do Ministro da Fazenda, com a ajuda do secretário nacional da Receita Federal. Ambas as funções acabavam ficando com a imagem desgastada. 

Em 1979, o governo abriu uma licitação com o objetivo de mostrar à população que a Receita estava evoluindo e se tornando mais precisa na hora de conferir quem declarava ou não o imposto.

A ideia, segundo Neil Ferreira, responsável pelo projeto na DPZ, era mostrar que não haveria nenhuma consequência se o contribuinte declarasse tudo corretamente, mas caso contrário, as coisas poderiam ficar complicadas. A figura do leão foi então usada pela imagem de respeito e nobreza que o animal impõe.