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WEG (WEGE3): Itaú prevê rali de curto prazo e recomenda redução de posição vendida antes de balanço

Apesar de previsão, analistas do banco não recomendam a compra da ação da empresa; ações sobem 3% na bolsa

 (Leandro Fonseca/Exame)

(Leandro Fonseca/Exame)

Guilherme Guilherme
Guilherme Guilherme

Repórter de Invest

Publicado em 24 de outubro de 2023 às 16h21.

Última atualização em 24 de outubro de 2023 às 16h40.

Analistas do Itaú BBA recomendaram que seus clientes reduzissem as posições vendidas nas ações da Weg (WEGE3) antes que a empresa apresente o balanço do terceiro trimestre. A divulgação está prevista para esta quarta-feira,25, antes da abertura do mercado. Segundo o banco "um rali de curto prazo deve estar se aproximando".

A posição vendida é feita por meio de aluguel de ações de forma que o lucro do investimento se dá por meio da queda do preço das ações. Uma eventual valorização, portanto, acarretaria em perdas para esse tipo de investidor.

"Ainda estamos com uma visão mais cautelosa para o médio prazo, mas nossos modelos apontam para uma desaceleração apenas moderada na receita e nas margens neste trimestre. A combinação com um mercado cada vez mais avesso ao risco e uma ação possivelmente sobrevendida poderá traduzir-se numa recuperação a curto prazo se os resultados forem bons", escreveram os analistas do Itaú em relatório.

Os analistas ainda reforçaram a dificuldade do mercado em prever o balanço da companhia, dada a diversificação geográfica de seus negócios.

As ações da companhia caíram 15% desde o que o banco rebaixou a recomendação para neutra, enquanto o Ibovespa subiu cerca de 11%.

O (provável) rali de curto prazo

"Notamos que Street está cada vez mais avesso ao risco e que os investidores começam a procurar abrigo em nomes defensivos. Como consequência, acreditamos que a WEG poderá desfrutar de uma recuperação no curto prazo se os resultados do terceiro trimestre ficarem acima das expectativas do mercado (seja em termos absolutos ou em termos de qualidade) e o clima negativo de Street persistir".

Por que o Itaú não recomenda a compra?

Apesar da possibilidade de uma alta no curto prazo, os analistas ainda não veem espaço para uma recomendação de compra. Segundo o Itaú, ainda há tendências negativas para três vetores principais associados ao futuro da empresa: as expectativas de crescimento e de rentabilidade e para o custo de capital.

"É provável que o crescimento da empresa continue desacelerando, suas margens continuem caindo e que seu custo de capital próprio aumente, principalmente devido ao movimento dos títulos do Tesouro americano" afirmaram.

As ações da companhia sobem cerca de 3% no pregão desta terça-feira, 24, antes da divulgação do balanço. No ano, os papéis acumulam cerca de 8% de queda.

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