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Tesouro Direto lançará título voltado para aposentadoria. Saiba mais

Secretário do Tesouro, Paulo Valle, disse ao Estado de S. Paulo que o novo título será destinado a investidores que desejam acumular patrimônio no longo prazo para receber renda mensal

Novo título do Tesouro Direto, que poderá ser lançado em 2022, deve mirar investidores que estão planejando a aposentadoria | Crédito: Reprodução (foto/Reprodução)

Novo título do Tesouro Direto, que poderá ser lançado em 2022, deve mirar investidores que estão planejando a aposentadoria | Crédito: Reprodução (foto/Reprodução)

Bianca Alvarenga
Bianca Alvarenga

27 de dezembro de 2021, 18h02

Além dos 11 títulos disponíveis atualmente para compra na plataforma do Tesouro Direto, os brasileiros terão, a partir de 2022, uma nova opção de investimento em papéis da dívida pública. Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S.Paulo, Paulo Valle, secretário do Tesouro Nacional, disse que está em estudo o lançamento de um novo título destinado ao planejamento da aposentadoria, o Tesouro Direto-Previdência.

A nova opção, que ainda não tem data certa para ir a mercado, permitirá a acumulação de patrimônio em longo prazo, com o objetivo de pagamento de renda mensal após 30 ou 40 anos. Em vez de receber periodicamente os juros dos títulos, que correspondem ao retorno acumulado, o investidor receberá todo o rendimento ao final do prazo.

“Hoje, o mercado de previdência fala muito da rentabilidade. Não fica claro qual é a renda que o poupador vai ter. Temos que mirar a renda”, disse Valle ao jornal.

Como funcionará o Tesouro Direto-Previdência?

Nesse modelo, o investidor terá um simulador para estimar qual o valor e o período de acumulação necessário para chegar a uma renda mensal desejada. Por exemplo: se ele deseja contar com uma aposentadoria de 2.000 reais em 30 anos, o simulador do Tesouro informará quantos títulos ele deverá comprar nesse período.

O sistema de previdência privada oferece uma solução similar, mas a mecânica de acumulação se dá por meio de fundos de investimento administrados por bancos e gestores. Por isso, o resgate desse tipo de produto antes do prazo costuma implicar em perda de parte do valor acumulado.

Não está claro se o Tesouro Direto-Previdência terá liquidez no mercado secundário, assim como os outros títulos disponíveis atualmente, nem se haverá diferentes indexadores para cálculo da rentabilidade.

O regime de tributação poderia ser o mesmo dos produtos de previdência, com alíquotas que vão de 10% a 35%, dependendo do prazo de resgate, ou pode ser o mesmo dos outros títulos do Tesouro Direto, que têm cobrança de 22,5% a 15% de Imposto de Renda.

A EXAME entrou em contato com a assessoria de imprensa do Tesouro Nacional para solicitar informações sobre o novo título, mas não houve resposta até a publicação da matéria.