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Quanto o prêmio de Dado Dolabella na primeira edição de A Fazenda valeria hoje?

Edição foi exibida em 2009, com prêmio de R$ 1 milhão; veja valor corrigido pela inflação e simulação de investimento

R$ 1 milhão: inflação reduziu significativamente o poder de compra do valor desde 2009. (Imagem gerada com IA com elementos da TV Record/Reprodução)

R$ 1 milhão: inflação reduziu significativamente o poder de compra do valor desde 2009. (Imagem gerada com IA com elementos da TV Record/Reprodução)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 16 de setembro de 2026 às 11h53.

Última atualização em 21 de setembro de 2026 às 16h42.

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Quando Dado Dolabella venceu a primeira edição de A Fazenda, em agosto de 2009, o prêmio entregue ao campeão do reality show da Record era de R$ 1 milhão. Ele derrotou Danni Carlos na final com 83% dos votos. Passados 17 anos, porém, a inflação corroeu boa parte daquele poder de compra milionário.

Corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para ter o mesmo poder de compra, o prêmio hoje teria de ser de aproximadamente, R$ 2,56 milhões, considerando a inflação acumulada entre agosto de 2009 e agosto de 2026 (em torno de 156%). O prêmio da edição atual do reality show é de R$ 2,5 milhões.

A conta inversa talvez deixe a diferença ainda mais clara: R$ 1 milhão em 2009 equivaleria a R$ 390 mil nos dias hoje.

O que aconteceu com R$ 1 milhão desde 2009?

A diferença é resultado da inflação acumulada no período. O IPCA, indicador oficial de inflação do Brasil, encerrou 2009 com alta de 4,31%. Desde então, o país passou tanto por períodos de inflação comportada quanto por fortes altas de preços.

Em 2015, por exemplo, o IPCA avançou 10,67%. Em 2021, voltou aos dois dígitos, com alta de 10,06%. Já em 2017, a inflação foi de apenas 2,95%. Em agosto de 2026, o IPCA registrou deflação de 0,32% e acumulou alta de 4,22% em 12 meses.

O efeito composto dessas variações é grande, visto que, entre agosto de 2009 e agosto desse ano, os preços subiram cerca de 156%.

Quanto teria hoje quem investiu o R$ 1 milhão?

Se o prêmio de R$ 1 milhão tivessem acompanhado a Taxa Selic durante todo o período, sem retiradas, o patrimônio teria chegado a algo próximo dos R$ 4,96 milhões em agosto de 2026. A conta considera a capitalização das taxas mensais da Selic entre setembro de 2009 e agosto de 2026.

Também não há desconto do imposto de renda, taxas ou outros custos que poderiam existir em uma aplicação real nos cálculos. O resultado seria muito parecido para uma aplicação que entregasse 100% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Nesse caso, o R$ 1 milhão teria se transformado em cerca de R$ 4,94 milhões.

As simulações consideram R$ 1 milhão aplicados no período entre agosto de 2009 e agosto de 2026 e têm caráter ilustrativo. Os valores foram calculados a partir das séries históricas do Banco Central (BC) e do IPCA, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conforme detalhado abaixo.

Veja quanto R$ 1 milhão de 2009 representaria em 2026:
ReferênciaValor aproximado
Apenas correção pelo IPCAR$ 2,56 milhões
100% da SelicR$ 4,96 milhões
100% do CDIR$ 4,94 milhões
IPCA + 6% ao ano*R$ 6,90 milhões
Metodologia: simulações feitas com auxílio de ferramenta de inteligência artificial, com base no IPCA, do IBGE, e nas séries históricas da Selic e do CDI, do Banco Central. *O cenário de IPCA + 6% ao ano é hipotético e considera a inflação acrescida de rentabilidade real de 6% ao ano. Valores aproximados, sem considerar impostos, taxas, custos de custódia ou outras despesas. As simulações têm caráter ilustrativo e não representam o desempenho de um investimento específico.

Em uma simulação na qual os R$ 1 milhão rendessem IPCA mais 6% ao ano durante os 17 anos, o valor chegaria a, aproximadamente, R$ 6,90 milhões brutos. Isso significa quase R$ 4,34 milhões a mais do que seria necessário apenas para preservar o poder de compra do prêmio.

A simulação ajuda a ilustrar a lógica dos títulos públicos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+. Nesses papéis, o retorno é composto pela variação do IPCA acrescida de uma taxa de juros real definida no momento da compra.

Os títulos disponíveis no Tesouro Direto possuem vencimentos e taxas diferentes, e quem vende um título antes do vencimento fica sujeito à marcação a mercado, o que pode aumentar ou reduzir a rentabilidade efetivamente obtida.

No fim de 2009, por exemplo, o Tesouro Direto oferecia um título público atrelado à inflação, semelhante ao atual Tesouro IPCA+, com vencimento em 2024 e rentabilidade de IPCA mais 6,29% ao ano.

Como foram feitas as simulações?

As simulações foram feitas com auxílio de uma ferramenta de inteligência artificial, a partir de dados históricos de inflação e juros disponíveis nos sites do Banco Central e do IBGE.

Para calcular quanto o prêmio de R$ 1 milhão de 2009 representaria atualmente, foi utilizada como referência a variação acumulada do IPCA, índice oficial de inflação calculado pelo IBGE.

Para as simulações de investimento, foram utilizadas as séries históricas da Selic e do CDI disponibilizadas pelo BC, considerando a capitalização dos rendimentos ao longo do período.

Já o cenário de IPCA + 6% ao ano é hipotético e considera a correção do valor pela inflação acrescida de uma rentabilidade real de 6% ao ano.

Os cálculos consideram o período entre 2009 e 2026 e têm caráter ilustrativo. Os valores foram arredondados e não consideram imposto de renda, taxas, custos de custódia ou outras despesas que poderiam incidir sobre investimentos reais.

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