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Moderna sobe 22% com hantavírus e vira aposta número um do mercado

Papéis da farmacêutica registraram forte volatilidade após a confirmação de pesquisas em estágio inicial contra o vírus transmitido por roedores

Moderna: farmacêutica confirmou que mantém pesquisas sobre o hantavírus em seu portfólio. (DeFodi Images / Colaborador/Getty Images)

Moderna: farmacêutica confirmou que mantém pesquisas sobre o hantavírus em seu portfólio. (DeFodi Images / Colaborador/Getty Images)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 12 de maio de 2026 às 07h45.

A Moderna, farmacêutica na área de biotecnologia, passou por um rali em suas ações nesta terça-feira, 12, após ter sido eleita como a escolha número um do mercado diante do noticiário sobre o hantavírus.

O surto da doença atingiu um navio de cruzeiro no último mês, levando três passageiros a óbito e outros infectados. A empresa está envolvida em projetos de pesquisa sobre o vírus antes dos casos.

Após abrirem o pregão hoje com um salto de 22% em relação ao fechamento da semana anterior, as ações da Moderna devolveram parte dos ganhos, como mostram informações do Business Insider (BI).

O movimento de correção ocorreu à medida que o mercado se acalmou, com os ativos chegando a operar no campo negativo durante a tarde de ontem, 11, refletindo a sensibilidade do setor a infecções após a covid-19.

Moderna é escolha nº 1 para enfrentar hantavírus

A posição da Moderna como "escolha número um" do mercado para enfrentar a ameaça decorre de esforços em estágio inicial e também contínuos voltados para o hantavírus, conforme fontes ouvidas pelo BI.

A farmacêutica tem parcerias com o Instituto de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas do Exército dos Estados Unidos e com o Centro de Inovação de Vacinas da Universidade da Coreia do Sul.

"Esses esforços estão em estágio inicial e em andamento, e refletem a responsabilidade mais ampla da Moderna em desenvolver medidas contra doenças infecciosas emergentes", esclareceu em nota ao site estadunidense.

Embora o avanço tecnológico reforce o otimismo, especialistas ponderam que o cenário atual difere bastante do período do coronavírus, quando os papéis da empresa triplicaram nos primeiros seis meses.

Hantavírus não é o novo coronavírus, diz OMS

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus reiterou que o hantavírus, cuja transmissão se dá por roedores, não possui o mesmo potencial pandêmico do coronavírus.

A expectativa é que o rali atual não replique a valorização exponencial das ações vista entre 2020 e 2021.

Isso porque o virologista do Exército dos EUA, Jay Hooper, sinalizou que o mercado comercial para uma vacina contra o hantavírus tende a ser reduzido, representando uma oportunidade financeira menos atraente que antes.

Mesmo sabendo que o trabalho da Moderna com doenças infecciosas tem ganhado tração recente com resultados positivos em testes de vacinas contra a influenza (mRNA-1010), por exemplo.

Hoje o desempenho do mercado serve mais como um termômetro das preocupações imediatas com a saúde global do que como uma mudança estrutural no valor de mercado da gigante de biotecnologia, disse Hooper.

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