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Levante: Ações ligadas ao consumo têm potencial de ganhos no pós-eleição

Veja as ações mais recomendadas pela casa de análise em um eventual governo de Lula e Bolsonaro

Magazine Luíza: ação da empresa pode tirar proveito de uma eleição tanto de Bolsonaro como Lula (Leandro Fonseca/Exame)

Magazine Luíza: ação da empresa pode tirar proveito de uma eleição tanto de Bolsonaro como Lula (Leandro Fonseca/Exame)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 23 de outubro de 2022 às 15h45.

Uma possível reeleição de Jair Bolsonaro (PL) e mesmo uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) podem favorecer ações de empresas ligadas ao ciclo econômico na Bolsa brasileira. É o que aponta relatório assinado pelos analistas Flávio Conde e Cauê Ribeiro, da Levante Investimentos, antecipado ao Broadcast.

Já as de estatais podem trilhar o caminho de ganhos com a manutenção do atual governo, mas sofrerem se Lula vencer, dado o risco maior de intervenção governamental, conforme o estudo.

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Papéis como os da Cyrela, Multiplan, Magazine Luiza e Soma são alguns com potencial de valorização em 2023 em um novo governo Bolsonaro. "Taxas de juros devem cair mais rápido e beneficiar todos os shoppings e todas as construtoras", afirma o estudo. A estimativa da Levante é que a Selic caia para 11,25% no fim do próximo ano se Bolsonaro continuar no cargo.

Além da expectativa de alívio no juro básico, as ações de empresas como Magazine Luiza podem tirar proveito da continuação do pagamento do auxílio Brasil de R$ 600 ao mês, com perspectiva de retomada das vendas online ao nível pré-covid. "Os resultados crescerão exponencialmente em 2023-24", estima.

Estatais

Sem expectativas de intervenção federal, os papéis do Banco do Brasil (BB), da Eletrobras e da Petrobras figuram entre as primeiras da lista de sugestões da Levante na "carteira de ações Bolsonaro".

Em relação ao BB, a avaliação dos analistas é de que o banco pode ficar livre para emprestar, enquanto que a Eletrobras pode ficar desamarrada para investir apenas em projetos rentáveis, em meio a um programa de corte de custos e despesas, pretensão de aumentar os investimentos de R$ 5 bilhões para R$ 10/15 bilhões/ano. Com isso, estimam que companhias do setor elétrico podem ser adquiridas, gerando dividendos crescentes.

Para a Petrobras, a Levante vê espaço para privatização caso Bolsonaro continue administrando o Palácio do Planalto. "Sem intervenção do governo, pode ser privatizada, política de paridade de importação (PPI), investimentos apenas em projetos que maximizam o retorno do capital na exploração e produção de petróleo e alto retorno em dividendos e JCP juros sobre capital próprio", cita o relatório assinado pelos analistas Flávio Conde e Cauê Ribeiro.

Da mesma forma, o estudo espera a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Conforme a Levante, há a possibilidade de a Sabesp sair das mãos do governo em eventual gestão de Tarcísio de Freitas, pois terá 52% dos deputados estaduais que podem ser favoráveis ao tema. Quanto à Cemig, os analistas afirmam que a "ação subavaliada a 5,3x EV/EBITDA pode valer mais de 50% na potencial privatização daqui 1-2 anos."

Carteira de ações Lula

De acordo com a Levante, os papéis da MRV têm potencial de valorização caso o ex-presidente Lula volte a governar o País. Isso porque acredita que o programa Casa Verde e Amarela, que voltará a chamar-se Minha Casa Minha Vida, será "turbinado" com taxas de juros adequadas. "A MRV é a principal construtora e incorporadora desse segmento e deve beneficiar-se", cita. Neste caso, os analistas ainda mencionam que os papéis da Gerdau, principal fornecedora de aços longos para as construtoras brasileiras, também tendem a se beneficiar.

BRMalls pode tirar proveito da continuação do Auxílio Brasil e seus shoppings são mais populares, na média, e voltados para classe C, apesar de também ter alguns para a classe B e A, diz o relatório. Outras ações recomendadas são Magazine Luiza, TIM, Guararapes e Yduqs.

Em contrapartida, Conde e Ribeiro esperam queda nas ações do Banco do Brasil, da Eletrobras e da Petrobras caso o petista comande o Brasil a partir de 2023, dadas as recentes declarações de Lula sobre o assunto.

"A Petrobras corre risco de intervenção governamental num eventual governo Lula baseado em declarações como: abrasileirar os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, construir refinarias, terminar Abreu e Lima e pagar menos dividendos para estrangeiros. Portanto, ações podem ceder", estimam os analistas.

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