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Gavekal: por que o consumo segue forte nos EUA, apesar da maior taxa de juros em mais de 20 anos

Black Friday americana de 2023 foi mais forte que a do ano passado; para economista, conjunto de fatores seguem impulsionando as vendas, apesar de aperto monetário

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Sacolas de compras nos EUA: vendas na BlackFriday dos EUA crescem 7,5% (Gary Hershorn/Getty Images)

Sacolas de compras nos EUA: vendas na BlackFriday dos EUA crescem 7,5% (Gary Hershorn/Getty Images)

Estimativas do Adobe Analytics. apontam que a Black Friday dos Estados Unidos foi 7,5% mais forte neste ano e a CyberMonday, 9,6%. As vendas físicas subiram  6,5, segundo a Redbook.

A aceleração de vendas durante a temporada de promoções ocorre em linha com os dados americanos de atividade, que seguem aquecidos. Números divulgados nesta semana revelaram que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 5,2% no terceiro trimestre.

Tudo isso ocorre enquanto o país observa o maior aperto monetario em décadas. Para controlar a inflação, que chegou a 9% no ano passado, o Federal Reserve (Fed) levou a taxa de juro para o maior patamar desde 2001, no intervalo entre 5,25% e 5,5%, A inflação, desde então, tem arrefecido, caindo para próximo de 3%. Mas a atividade segue forte.

Will Denyer, economista-chefe da Gavekal Research para os Estados Unidos, avalia que um conjunto de fatores tem dado suporte ao consumo americano, mesmo com a alta de juros.

Fatores que sustentam o consumo dos EUA

O ritmo ainda pujante do mercado de trabalho é um deles. Embora  o desemprego tenha surpreendido para cima nas últimas medições, a taxa segue abaixo de 4%. A expetativa de Denyer é de que a taxa de desemprego volte a subir nos próximos meses. "Mas, por enquanto, o mercado de trabalho apertado, com crescimento modesto do emprego e um crescimento salarial decente continuam a apoiar o consumo dos Estados Unidos", escreveu em relatório

Reservas feitas durante a pandemia também auxiliam na resiliência do consumo americano, segundo o economista. "Se este cenário de “aterragem suave” continuar e os preços dos ativos se mantiverem, o efeito riqueza positivo continuará a apoiar o consumo nos Estados Unidos.

A queda do preço do petróleo, que acumula desvalorização de 18% em relação ao pico de setembro e perto de 5% em relação ao início do ano. "Dado que o comércio petrolífero dos EUA apresenta um ligeiro excedente, a economia americana como um todo não beneficia claramente dos preços mais baixos da energia como no passado. Ainda assim, a poupança na bomba liberta poder de compra para outras formas de consumo e isso tende a fazer com que as ações de bens de consumo discricionário tenham um desempenho superior."

Outro fator que, de acordo com Denyer, vem impulsionando o consumo americano são as linhas de crédito. O economista explica essa dinâmica a partir do endividamento com hipotecas, que segue baixo.

"Isto ajuda a explicar por que razão a dívida do cartão de crédito continuou a crescer, embora a um ritmo ligeiramente mais lento nos últimos meses. O principal impedimento hoje são as taxas de juros elevadas e os padrões de crédito mais rígidos, mas isso explica por que os consumidores estão recorrendo a opções sem juros do tipo “compre agora, pague depois."

Apesar do forte crescimento americano, Denyer mantém cauteloso quanto a ao ritmo da atividade nos próximos meses.

Sem uma mudança repentina no cenário, o consumo deverá forte nos Estados Unidos nesta temporada de férias. No entanto, existem riscos para todos os pilares que sustentam o consumo e que poderão facilmente concretizar-se em 2024."

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