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Após rali na bolsa, BTG troca Equatorial, Rede D’Or e Embraer nas recomendações

Com preços agora mais perto das médias históricas, os analistas decidiram mirar quem ainda está barato ou tem gatilho específico para valorizar

Stone: uma das novidades da carteira, após venda da Linx para a Totvs (Leandro Fonseca/Exame)

Stone: uma das novidades da carteira, após venda da Linx para a Totvs (Leandro Fonseca/Exame)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 14h17.

Depois de um janeiro em que o índice Bovespa (Ibovespa) subiu 13% em reais e registrou uma das três melhores performances dos últimos dez anos, o BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME) fez mudanças estratégias na sua carteira recomendada, a 10SIM.

Os investidores estrangeiros despejaram R$ 25 bilhões nas ações locais, o maior volume desde o início de 2022. Com os preços agora mais perto das médias históricas, os analistas decidiram mirar quem ainda está barato ou tem gatilho específico para valorizar.

Mudanças na energia e saída da Rede D’Or

Uma das principais trocas ocorreu no setor de energia. O banco decidiu manter a exposição de 20% no segmento, mas trocou a Equatorial pela Axia Energia (antiga Eletrobras). Segundo o documento, a Axia é a maior beneficiada com o cenário atual de preços de energia mais altos e está no começo da jornada como grande pagadora de dividendos.

Já no setor de saúde, a Rede D’Or foi retirada do portfólio de forma tática após uma performance muito forte. Para ocupar esse espaço de empresas com fluxo de caixa robusto, o BTG resolveu aumentar a aposta na Localiza, que agora tem um peso de 15% na carteira, ante os 10% anteriores.

Novidade na área: Stone e Prio entram no jogo

A Stone é a grande novidade na área financeira da carteira de fevereiro, chegando com um peso de 5%. O banco acredita que a empresa está com um preço muito atrativo e deve distribuir dividendos robustos após a venda da Linx — empresa brasileira especialista em tecnologia para o varejo —, podendo chegar a um rendimento de 25%.

Só que para a Stone entrar, sobrou para o Itaú Unibanco, que teve sua participação reduzida de 15% para 10%, enquanto o Nubank subiu um degrau e agora ocupa 15% da carteira. De acordo com os analistas do BTG, o Nubank segue mostrando um fôlego impressionante no crescimento do crédito e em novas iniciativas no México.

Já a Embraer foi retirada do time depois de voar alto nos últimos anos e fechar a diferença de valorização para suas concorrentes globais. No lugar da fabricante de aviões, entra a petroleira júnior Prio, que é a escolha favorita do banco no setor de óleo e gás para 2026, com expectativa de novos dividendos e início de produção em novos campos.

Varejo, shoppings e o ouro que permanece

Outra mexida tática aconteceu na construção civil, com a Cyrela, que também teve um rali de valorização recente, dando lugar para a Allos, operadora de shoppings. O BTG vê a Allos como um porto seguro que oferece proteção e ainda se beneficia da eventual queda de juros mensurada pela Taxa Selic, a um rendimento de 11% nos dividendos.

Fechando o time de dez ações, a Raia Drogasil continua firme e forte, sendo vista com segurança tanto para brasileiros quanto para estrangeiros por sua previsibilidade de lucros. A Eneva também segue no portfólio, com os olhos voltados para os leilões de reserva de capacidade em março.

Olhando para a diversificação da carteira, a produtora de ouro Aura Minerals permanece por mais um mês, aproveitando o bom momento do metal precioso. E a estratégia do BTG para fevereiro é clara: buscar manter a qualidade, mas sem medo de trocar quem já subiu muito por quem ainda tem lenha para queimar, na sua visão.

Carteira 10SIM do BTG Pactual em fevereiro de 2026:

EmpresaTickerPeso (%)
NubankROXO3415%
LocalizaRENT315%
Itaú UnibancoITUB410%
Axia EnergiaAXIA310%
Raia DrogasilRADL310%
PrioPRIO310%
AllosALOS310%
EnevaENEV35%
Aura MineralsAURA335%
StoneSTOC345%
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