As 8 ações favoritas dos jovens: Magalu (MGLU3) está entre elas

Público prioriza empresas com bom histórico de pagamento de dividendos, recomendados para a aposentadoria
Investimento no celular: de acordo com a B3, no primeiro trimestre de 2022, 12% dos investidores cadastrados são jovens (Reprodução/Getty Images)
Investimento no celular: de acordo com a B3, no primeiro trimestre de 2022, 12% dos investidores cadastrados são jovens (Reprodução/Getty Images)
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Fernanda Bastos

Publicado em 01/07/2022 às 12:34.

Última atualização em 01/07/2022 às 12:35.

Itaúsa (ITSA4) é a ação favorita entre os jovens (de 13 a 25 anos), afirma pesquisa do TradeMap. A ação aparece em 46% das carteiras de investimento da faixa etária. O segundo colocado é o fundo imobiliário da Maxi Renda (MXRF11), seguido por ações da Magazine Luiza (MGLU3).

Mesmo com pouca idade, o público tem costume de priorizar empresas com bom histórico de pagamento de dividendos, que são recomendados para a aposentadoria.

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A Itaúsa pagou dividendos equivalentes a 4,2% do preço da ação nos últimos 12 meses e 7,6% em 24 meses. Quem foge da regra é a Magazine Luiza. A MGLU3 pagou 0,5% em 12 meses e 2,35% em 24 meses.

Para Júlia Athayde, head de educação do TradeMap, embora pague menos dividendos que as outras da lista, o que explica a presença da Magalu é o fato de ela ser muito sugerida em podcasts e vídeos, material bastante consumido pelos jovens, analisa.

Confira abaixo a lista de 10 ações e fundos imobiliários favoritos da faixa etária:

Popularização da bolsa

De acordo com a B3, desde 2019 há um rejuvenescimento do público investidor em ações. Enquanto em 2018, pessoas de até 25 anos representavam 4% do total de investidores, em 2019, esse número dobrou. Já no primeiro trimestre de 2022, 12% dos investidores cadastrados na Bolsa pertenciam a essa faixa etária.

A alta do público jovem pode estar relacionada à digitalização das negociações, que tornaram o universo das ações mais atrativo e acessível. Outra explicação pode estar no aumento da produção e da difusão de conteúdos sobre educação financeira na internet.

A pesquisa ainda afirmou que quase metade dos investidores de 13 a 25 anos tem até R$ 2,5 mil aplicados.