7 piores investimentos de outubro: Tesouro IPCA e fundos multimercado estão na lista

Ranking avalia os retornos dos investimentos em renda fixa e renda variável durante o mês
Gráficos: título Tesouro IPCA+ 2045 e fundos multimercado investimento no exterior lideram rankings do mês (Getty Images/Getty Images)
Gráficos: título Tesouro IPCA+ 2045 e fundos multimercado investimento no exterior lideram rankings do mês (Getty Images/Getty Images)
Marília Almeida
Marília AlmeidaPublicado em 01/11/2022 às 08:00.

O pior investimento na renda fixa em outubro foi o título Tesouro IPCA+ 2045, que registrou perdas de 4,24% no período.

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Esses títulos oferecem rendimento igual à variação da inflação mais uma taxa prefixada de juros. 

Como já foi registrada deflação durante três meses no país, esse movimento afeta todos os títulos indexados aos índices de preços, especialmente os mais longos, mais sensíveis à volatilidade.

Já o pior desempenho entre os investimentos de renda variável foi o de fundos multimercado investimento no exterior, com valorização de 0,55% no período.

O que ponderar ao investir

Para todos os investimentos, a orientação é sempre lembrar que rentabilidade passada não significa garantia de rendimento futuro.

Também é importante mencionar que o ranking de investimentos considera a rentabilidade bruta das aplicações, sem descontar o imposto de renda (IR) e as taxas cobradas por fundos, gestoras e corretoras.

Nas aplicações em fundos de ações, há cobrança de IR de 15%. Nos fundos de curto prazo, a alíquota é de 22,50% para resgates em até 180 dias e de 20% para resgates depois de 180 dias.

Nas demais categorias de fundos (longo prazo), a tributação segue tabela regressiva, em que a alíquota varia entre 15% e 22,5%, conforme o prazo de vencimento.

Os títulos públicos também são tributados pela tabela regressiva de IR. A poupança não tem cobrança de IR.