Morgan Stanley corta recomendação para títulos do Brasil após troca na Petrobras

As declarações e atitudes do presidente Jair Bolsonaro elevaram preocupações entre agentes financeiros com o risco político do país, bem como com a ingerência governamental em estatais

O Morgan Stanley removeu a recomendação "like" sobre os títulos soberanos do Brasil nesta segunda-feira, citando preocupações fiscais e potenciais repercussões da troca no comando da Petrobras.

As declarações e atitudes do presidente Jair Bolsonaro elevaram preocupações entre agentes financeiros com o risco político do país, bem como com a ingerência governamental em estatais.

As ações da Petrobras registravam queda de cerca de 20%, com perda de mais de 73 bilhões de reais de valor de mercado da companhia, após Bolsonaro indicar o general Joaquim Silva e Luna para assumir os cargos de conselheiro e presidente da Petrobras.

O Morgan Stanley disse que sua recomendação anterior positiva sobre a dívida soberana do Brasil dependia de o governo tratar das preocupações fiscais por meio de reformas.

"As mudanças na Petrobras são preocupantes nesse sentido, já que mostram que a tolerância a políticas impopulares é baixa, talvez direcionada por considerações eleitorais", disseram analistas do banco.

"Além disso, a exposição do investidor à Petrobras é muito alta em um momento em que o spread versus soberano está perto de recordes, deixando pouco motivo para os investidores manterem títulos no caso de a direção da empresa mudar."

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