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Vale a pena resgatar antes do prazo um prefixado que está rendendo pouco?

A mudança drástica na taxa básica de juros causou a reprecificação de títulos de renda fixa, e investidores que optaram por aplicações prefixadas em 2020 e 2021 estão colhendo prejuízos
A situação para quem decide vender antecipadamente um título de crédito é em geral desfavorável. Veja como agir em casos assim | Foto: Thinkstock (Thinkstock/Feverpitched)
A situação para quem decide vender antecipadamente um título de crédito é em geral desfavorável. Veja como agir em casos assim | Foto: Thinkstock (Thinkstock/Feverpitched)
Por Bianca AlvarengaPublicado em 27/01/2022 06:45 | Última atualização em 27/01/2022 07:01Tempo de Leitura: 6 min de leitura

Mesmo com acesso a boas informações e a um aconselhamento adequado, o investidor ainda pode, vez ou outra, acabar com algum "mico" na carteira. Essa é uma verdade presente especialmente em momentos de rápida mudança, como a que aconteceu no cenário de juros no Brasil ao longo dos últimos meses.

A taxa básica de juros, a Selic, saltou de 2% ao ano em março de 2021 para 9,25% em dezembro, uma janela de nove meses. Embora a alta dos juros fosse esperada, a intensidade e a rapidez da subida surpreenderam, o que fez com que todos os ativos de renda fixa também passassem por uma reprecificação.

Explicando em miúdos: o rendimento que foi contratado há um ano em ativos de renda fixa é bem diferente do que pode ser encontrado agora, mesmo que estejamos falando do mesmo título e do mesmo prazo.

Para exemplificar a montanha-russa da reprecificação, basta olhar para as taxas dos títulos prefixados do Tesouro Direto, as chamadas LTN.

O Tesouro Prefixado com vencimento 2023 oferecia aos investidores um retorno de pouco menos de 5% ao ano se adquirido em janeiro de 2021. Esse mesmo título é negociado atualmente com rendimento anual de mais de 11%.

A mudança reflete o que acontece na chamada curva de juros, que mede a expectativa do mercado para a Selic dos próximos anos. Veja abaixo o histórico de preços da LTN com vencimento em 2023:

Quem comprou o título no início do ano passado registrou, ao final de 2021, um rendimento menor do que o da própria inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador do IBGE que mede o avanço dos preços, encerrou o último ano com alta de 10,06%. Ou seja: o dobro do rendimento do prefixado em questão.

A esse investidor restam duas opções: ou vender o título no mercado secundário e sofrer com a chamada marcação a mercado ou carregar a aplicação até o vencimento. Como a marcação a mercado reflete a reprecificação das taxas dos títulos a valor presente, o investidor acabará perdendo dinheiro com a revenda. No caso do Tesouro Prefixado 2023, por exemplo, o rendimento bruto está negativo em 0,8% nos últimos 12 meses.

Vale a pena vender meu Tesouro Prefixado?

O Tesouro Direto oferece a possibilidade de o investidor se desfazer do seu título antes do vencimento, mas isso só acontece no mercado secundário. O próprio Tesouro não "recompra" as aplicações, ele apenas fornece uma plataforma de negociação entre investidores. Isso significa que essas aplicações possuem liquidez, mas não estão resguardadas de um rendimento negativo.

Dado que é possível, sim, perder dinheiro no Tesouro Direto, o que o investidor deve avaliar antes de vender seu título é o tamanho da perda, o prazo de vencimento do título e a sua real necessidade do dinheiro agora. Caso a rentabilidade seja negativa em termos nominais (ou seja, mesmo antes de colocar a inflação na conta, o que vai jogar o rendimento ainda mais para baixo), é importante analisar com ainda mais cautela.

"No caso do Tesouro Direto, o investidor consegue acompanhar essa rentabilidade e simular a venda diariamente. Mas caso a situação seja de perda, de rendimento negativo, eu acredito que o melhor é carregar até o vencimento", recomenda Bernardo Pascowitch, fundador da plataforma de investimentos Yubb.

Ele explica que os títulos do Tesouro têm prazos alongado, e que isso significa que muita coisa pode mudar no cenário de juros até o vencimento. Sendo assim, na visão de Pascowitch, não faria sentido realizar a perda agora, dado que a liquidez do Tesouro Direto permite que o investidor avalie a saída em um momento mais oportuno.

Vale a pena vender meu CDB ou LCI prefixado?

O caso de títulos de crédito privado é mais complicado. Diferentemente do Tesouro Direto, esses ativos não possuem uma plataforma única de negociação e, por essa razão, não há liquidez imediata. Um investidor que quiser vender seu título de renda fixa privado, como CDB ou LCI, antes do prazo de vencimento deverá entrar em contato com a mesa de renda fixa da corretora e pedir uma cotação de resgate antecipado.

Na prática, o que a corretora faz é procurar um investidor interessado em comprar esse mesmo título e tentar fazer o repasse, já que não é possível "devolver" o título para o emissor. O problema é que, assim como aconteceu no Tesouro Prefixado, as taxas de CDBs, LCIs e outros títulos de crédito privado mudaram muito ao longo do último ano.

Isso significa que a atratividade desses títulos na revenda é praticamente zero, já que as novas contratações têm rendimento muito mais interessante. Vale mais a pena, por exemplo, aplicar em um CDB "novo", com o mesmo prazo de vencimento, do que recomprar um CDB prefixado já contratado anteriormente por outro investidor.

A situação para quem decide resgatar antecipadamente um título de crédito privado é, portanto, das mais desfavoráveis. Em geral, a corretora até permite o resgate, mas, como não encontra outro investidor para repassar o título, ela traz esse ativo para sua tesouraria e o carrega até o vencimento. Contudo, em troca da comodidade do resgate antecipado, a corretora cobra uma penalidade do investidor.

Não há uma norma que determine o valor dessa "multa" e cada instituição decide quanto cobrará, a depender do prazo do título, do tempo até o vencimento e da taxa contratada. Em geral, o investidor acaba perdendo boa parte ou toda a rentabilidade acumulada desde a compra do título. Em casos mais específicos, é possível perder, ainda, parte do valor aplicado inicialmente.

"O distribuidor [corretora ou banco] analisa o momento do mercado e a curva de juros para tentar fazer essa precificação. Normalmente o investidor perde a rentabilidade, mas a multa não afeta o principal investido", pondera Pascowitch, da Yubb.

Para decidir se essa perda compensa ou não, cabe ao investidor fazer um trabalho parecido com o da corretora, analisando o momento do mercado, o potencial de ganho em outras aplicações e a sua eventual necessidade do dinheiro.

"O primeiro passo é solicitar a cotação de resgate. Depois, o investidor deve checar se o custo da multa será coberto pelo custo de oportunidade. A pergunta a ser respondida é: se assumir o prejuízo e reinvestir o mesmo valor, o investidor terá recebido mais do que se tivesse carregado aquele prefixado até o vencimento?", explica Lucas Taxweiler, consultor de investimentos da gestora de investimentos Magnetis.

Ele explica que, em razão da alta da Selic, uma das boas opções para quem resgata um prefixado antes do prazo é investir em um título pós-fixado atrelado ao CDI com vencimento no curto ou médio prazo.

"A vantagem de investir em um LCI pós-fixado, por exemplo, é que, por ser isento, o investidor conseguer resgatar sem pagar impostos. E melhor ainda se o título em questão for de curto prazo, pois isso dá flexibilidade para uma saída rápida da aplicação, caso o cenário de juros mude", diz o consultor da Magnetis.