Minhas Finanças

Selic sobe a 13,25%. Veja como ficam poupança e renda fixa

Rentabilidades de CDBs, fundos DI e Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) superam com folga o retorno da poupança, seja qual for o prazo


	Gráfico com cifrões: Retorno de aplicações em CDBs, fundos DI e LFTs é maior do que a da caderneta
 (AndreyPopov/Thinkstock)

Gráfico com cifrões: Retorno de aplicações em CDBs, fundos DI e LFTs é maior do que a da caderneta (AndreyPopov/Thinkstock)

DR

Da Redação

Publicado em 29 de abril de 2015 às 21h21.

São Paulo - A taxa básica de juros (Selic) subiu 0,5 ponto porcentual, para 13,25%, segundo anúncio feito nesta quarta-feira (29) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. 

A alta da taxa deixa o retorno obtido pelo investidor da poupança ainda menos atrativo em comparação ao registrado em outras aplicações de renda fixa, também consideradas seguras (veja os melhores investimentos para quem não quer correr riscos esse ano).

Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com taxas pós-fixadas, fundos DI e o Tesouro Selic (antiga LFT), título público negociado pelo Tesouro Direto, acompanham a variação da Selic. À medida que a taxa básica de juros sobe, o rendimento dessas aplicações aumenta.

Já a caderneta deixou de acompanhar os juros quando a Selic ultrapassou o patamar de 8,5% ao ano. Quando a taxa é maior do que 8,5%, o rendimento da poupança é mantido em 0,5% ao mês mais o valor da Taxa Referencial (TR), cujo valor fica próximo a zero.

Quando a Selic é menor ou igual a 8,5%, depósitos que foram feitos na caderneta a partir do dia 4 de maio de 2012 rendem 70% da taxa básica de juros mais o valor da TR. Aplicações anteriores a essa data rendem 0,5% ao mês mais o valor da TR.

A alta de 0,5 ponto porcentual da taxa básica de juros nesta quarta-feira era um consenso desde o início do mês entre instituições financeiras e analistas que participaram da pesquisa Focus, divulgada semanalmente pelo Banco Central. 

Veja a seguir o retorno das aplicações de renda fixa que acompanham a taxa básica de juros com a Selic aos 13,25% ao ano:

Período Velha Poupança* Nova Poupança* CDB (90% da taxa DI) Fundo DI (taxa de 1% a.a.) Tesouro Selic**
  6 meses 3,41% 3,41% 4,47% 4,59% 4,85%
12 meses 6,93% 6,93% 9,48% 9,80% 10,33%
18 meses 10,57% 10,57% 15,10% 15,68% 16,49%
24 meses 14,34% 14,34% 20,72% 21,64% 22,68%
25 meses 14,98% 14,98% 22,35% 23,36% 24,47%

(*) Foi considerado o valor de 0,06% ao mês para a TR, segundo parâmetros adotados pela Anefac

(**) Rendimentos válidos para investimentos em corretoras que não cobram taxas de administração para aplicações no Tesouro Direto.

Os valores apresentados na tabela já são líquidos de Imposto de Renda (IR), que é cobrado em todas as aplicações, com exceção da poupança, que é isenta do imposto.

A simulação mostra que as rentabilidades de CDBs, fundos DI e Tesouro Selic são maiores do que a registrada na caderneta em qualquer prazo.

Para aplicações de até seis meses é cobrada a alíquota máxima do IR, de 22,5%. Quanto maior o prazo de investimento, menor é a alíquota do IR cobrada, o que torna essas aplicações ainda mais rentáveis do que a caderneta.

De acordo com a tabela regressiva do IR, o valor de aplicações a partir de seis meses e inferiores a 12 meses é tributado em 20%. Se o investimento tiver prazo maior do que 12 meses e menor do que 24 meses, a alíquota cai para 17,5%. Já aplicações acima de 24 meses são tributadas em 15%. 

Foram considerados na tabela o mesmo valor para a taxa DI e a Selic, que geralmente têm comportamento semelhante. No entanto, há uma pequena diferença entre as duas taxas que servem como referência para o rendimento das aplicações de renda fixa. Nos últimos 12 meses, por exemplo, enquanto a taxa DI rendeu 11,37%, a Selic registrou 11,45%.

Ou seja, os rendimentos de aplicações em CDBs e fundos DI, que acompanham a taxa DI, podem ser um pouco menores do que os apontados na simulação, que utiliza como parâmetro a taxa Selic. A diferença pode ser maior no caso de investimentos realizados em prazos maiores.

Já a rentabilidade do Tesouro Selic, negociadas no Tesouro Direto, é a mesma apontada na tabela, pois sua remuneração varia exatamente conforme a Selic.

Quando os rendimentos das aplicações são maiores do que o da caderneta

Para ser mais rentável do que a poupança, independentemente do prazo de investimento, os CDBs oferecidos pelos bancos devem pagar, ao menos, 70% da taxa DI. Caso a instituição financeira ofereça uma remuneração menor ao investidor, pode valer mais a pena deixar o dinheiro aplicado na poupança (calcule o rendimento da caderneta).

Fundos DI que tenham rendimento de 100% do CDI são mais vantajosos do que a poupança se as taxas de administração cobradas pela instituição financeira não passarem de 3,7% ao ano.

Já o Tesouro Selic é mais rentável do que a poupança se o valor da taxa de administração cobrada for de até 3,4% ao ano. O porcentual máximo que pode ser cobrado por corretoras na compra de títulos públicos pelo Tesouro Direto é de 2%

Atualmente, a maioria das instituições financeiras cobra até 0,5% pelo investimento. Algumas até isentam investidores da taxa (veja o ranking das taxas cobradas para a compra e venda de títulos).

Além da taxa de administração, que varia conforme a corretora escolhida, o investidor paga uma taxa fixa de 0,3% ao ano para custódia dos títulos na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

Acompanhe tudo sobre:aplicacoes-financeirasBanco CentralCDBCopomEstatísticasFundos de investimentoFundos DIImigraçãoIndicadores econômicosJurosMercado financeiroPoupançarenda-pessoalSelicTesouro DiretoTítulos públicos

Mais de Minhas Finanças

PIS/PASEP 2024: abono salarial tem novo pagamento nesta segunda; veja como sacar

Mercado de fidelização cresce 13,6% no primeiro trimestre de 2024 com recorde de troca de milhas

Veja o resultado da Mega-Sena concurso 2748: prêmio acumulado é de R$ 14,6 milhões

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 15 milhões neste sábado; veja como apostar

Mais na Exame