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Se você tivesse investido R$ 1 mil na Vale no começo do ano, teria quanto hoje?

Quem comprou o papel na abertura do dia 2 de janeiro de 2026 ganhou uma valorização líquida de 14,76%

Vale: mineradora é uma blue chip (Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Vale: mineradora é uma blue chip (Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 12h38.

Investir na Vale (VALE3) parece um bom negócio para o começo de 2026. Isso porque a mineradora se beneficiou tanto do cenário externo quanto de suas próprias características financeiras, voltando a atrair o investidor estrangeiro em busca de empresas grandes, líquidas e atreladas ao ciclo global de commodities.

A pedido da EXAME Invest, Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos simulou quanto um investidor teria ganhado se tivesse investido algo próximo a R$ 1 mil na abertura do dia 2 de janeiro até o fechamento do dia 23 de janeiro.

Como retorno líquido, esse mesmo investidor teria embolsado uma valorização de 14,76%.

Por que Vale sobe?

O principal motor da valorização veio do mercado internacional.

“A valorização do papel foi impulsionada por expectativas de estímulos na China, recomposição de estoques e sinais de estabilização da demanda asiática”, explica Enrico Gazola, economista pelo Insper e sócio-fundador da Nero Consultoria.

Além do suporte das commodities, o perfil financeiro da companhia também pesou na decisão dos investidores. O mercado voltou a precificar a Vale como uma forte geradora de caixa, com potencial relevante de dividendos, o que tende a atrair investidores em busca tanto de renda quanto de valorização.

Na prática, a Vale combina dois fatores que costumam ganhar força em momentos de maior apetite por risco em emergentes: exposição ao ciclo global e retorno ao acionista. “A combinação entre ciclo favorável de commodities e valuation ainda descontado explica por que a ação liderou o desempenho entre as blue chips no período”, diz Gazola.

E se tivesse investido no Ibovespa?

Se alguém tivesse investido no Ibovespa desde 2 de janeiro de 2026, o retorno teria sido mais do que positivo. Por exemplo, um aporte de R$ 952,38 no BOVA11, ETF mais conhecido que replica o índice, teria se transformado em R$ 1.023,92 até 22 de janeiro, já descontado o Imposto de Renda — uma valorização de 7,44%

A valorização do índice, que chegou a bater recordes históricos acima de 180 mil pontos, reflete não apenas a queda esperada da taxa de juros no Brasil, mas também a entrada de capital estrangeiro, que já trouxe R$ 8,7 bilhões para a bolsa só neste mês. Além disso, fatores externos, como tensões geopolíticas, tornam os ativos brasileiros mais atraentes.

No entanto, especialistas alertam que movimentos de curto prazo não garantem continuidade. “Quando eu vou entrar num produto relacionado à renda variável, como ETF, ações ou FIIs, eu tenho que entender que não estou entrando para surfar o curto prazo — porque o risco é muito alto — e sim para o longo prazo”, afirma Cíntia Senna, Mestre em Educação Financeira.

A volatilidade é inevitável, e a perspectiva de longo prazo ajuda a diluir ruídos momentâneos e capturar o potencial de crescimento dos ativos.

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