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Porto Seguro (PSSA3) amplia cobertura e aposta em seguro Pix para atrair público mais jovem

Indenizações cobrem transações indevidas de R$ 2 mil, R$ 3 mil ou R$ 5 mil, até 12 horas depois do roubo

Porto Seguro (PSSA3): companhia lança seguro Pix para celular (Porto/Divulgação)

Porto Seguro (PSSA3): companhia lança seguro Pix para celular (Porto/Divulgação)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 14 de junho de 2024 às 15h38.

Última atualização em 14 de junho de 2024 às 15h51.

A Porto Seguro (PSSA3), líder no mercado de seguros residenciais e de veículos, anunciou a ampliação de seu portfólio em busca de atrair o público mais jovem. Acoplado ao seguro celular, a companhia acaba de lançar o seguro Pix. À EXAME Invest, Jarbas Medeiros, diretor de Ramos Elementares e Vida da Porto Seguro, diz que o seguro Pix deve auxiliar na meta da empresa de trazer 1 milhão de novos clientes com a cobertura para celular.

“O seguro celular foi lançado com o intuito de ampliar os produtos para nossos clientes e atrair outros públicos. E observamos que o produto consegue atingir esse objetivo, na medida que traz clientes que antes não tinham nenhum seguro com a Porto. Agora com o seguro Pix, queremos também clientes mais novos de idade. Tem muita gente que ainda não tem carro para fazer um seguro, ou mora com os pais, então não precisa de seguro residencial, mas tem um celular e quer se proteger”, diz Medeiros.

Criado há cerca de dois anos, o seguro celular protege o beneficiário de acidentes com o aparelho, roubo e furto simples. Ao perceber a necessidade dos clientes em também se proteger de transações indevidas feitas após a perda dos aparelhos, a Porto Seguro inseriu o seguro Pix no portfólio, em que o cliente pode escolher uma cobertura para transações de R$ 2 mil, R$ 3 mil ou R$ 5 mil.

Segundo o executivo, o espaço para crescer no segmento é grande. “Não existe uma estatística oficial da quantidade de celulares segurados, porque este tipo de seguro entra em um ramo na Superintendência de Seguros Privados (Susep), o órgão regulador, que inclui outros seguros. Mas o que temos é que menos de 5% dos celulares têm seguro. E dados recentes mostram que há 250 milhões de aparelhos, são mais celulares do que pessoas, ou seja, há market share.”

No primeiro trimestre de 2024, apenas a vertente de seguros da Porto foi a responsável por incrementar R$ 398,8 milhões na receita da companhia, atingindo um Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROAE) de 26,9%, melhora de 1,7 ponto percentual na comparação anual, mas com queda de 6,5 p.p. em relação ao trimestre imediatamente anterior. Nesse período, a empresa quase dobrou o lucro líquido total, registrando R$ 651 milhões no 1T24, aumento de 95,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desenvolvimento do seguro Pix

Para desenvolver o seguro Pix, o executivo conta que houve a implementação de uma forte base tecnológica, com parceiros de inteligência artificial que fazem todo o processo de análise da venda do seguro. “Um exemplo é que para contratar o seguro celular, o cliente precisa baixar um aplicativo e tem que passar o dedo na tela em vários pontinhos para identificarmos se o celular está com a tela quebrada.”

Entre os planos, os beneficiários podem encontrar pacotes de seguro celular com o seguro Pix por R$ 50,81 mensais. Porém, os valores vão depender do modelo e do tempo de vida do aparelho. Para contratar o seguro Pix, o cliente precisa comprar o pacote mais completo da Porto, que inclui acidente, roubo e furto simples.

Medeiros também destaca que essa cobertura não tem carência e cobre transações indevidas realizadas por meio de cartões de débito e crédito cadastrados nas carteiras digitais, além de transações realizadas via Pix e pagamento de boletos, até 12 horas depois do roubo. “Os criminosos realizam esse Pix quase de imediato”, afirma. Entretanto, o executivo destaca que golpes do Pix, como na compra e venda de produtos, não estão cobertos. “É um seguro para roubo ou furto do aparelho”, finaliza.

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