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Pix movimenta quase R$ 11 trilhões em 2022, o dobro do ano anterior

Segundo dados do BC, sistema de transferência instantânea superou R$ 1 trilhão por mês no último trimestre do ano passado

Pix: BC estuda implementar transferência internacional pelo Pix (Rafael Henrique/SOPA/Getty Images)

Pix: BC estuda implementar transferência internacional pelo Pix (Rafael Henrique/SOPA/Getty Images)

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Agência O Globo

23 de janeiro de 2023, 12h03

O Pix movimentou R$ 10,9 trilhões em 2022, segundo levantamento do Banco Central (BC). De acordo com os dados divulgados pela autoridade monetária na semana passada, o sistema de transferência instantânea superou R$ 1 trilhão por mês no último trimestre do ano passado — em dezembro foi registrado o recorde de 1,221 trilhão em transações em um único mês do Pix.

O valor transacionado por Pix em 2022 é mais que o dobro do registrado em 2021, quando o sistema de transferência instantânea movimentou R$ 5,2 trilhões em 9,48 bilhões de transações.

O total movimentado pelo Pix em 2022 é mais que o dobro que o valor registrado ano passado em pagamentos por boletos, que chegou a R$ 5,3 trilhões. As transações de TED no ano passado, contudo, somaram R$ 40,7 trilhões.

Entretanto, em número de transações, o Pix somou 24,3 bilhões no ano passado, muito acima das 4,03 bilhões de pagamentos por boletos e do 1,01 bilhão de transferências por TED.

Esses dados indicam que o tíquete médio das transações do Pix foi de R$ 449 no ano passado, abaixo do boleto (R$ 1.315) e do TED (R$ 40.297 por transação, em média).

"Em número de transações, vemos um domínio do Pix. Mas como há a questão da segurança por se tratar de um sistema instantâneo, o Pix tem limite baixo e transações muito imediatas, diferente da TE). O Pix tem essa característica de ser do dia a dia, de operações de pequeno valor e muita velocidade",  avalia Jason Vieira, economista chefe da Infinity Asset.

Novidades do Pix em 2023

O BC informa que estuda ampliar o Pix em 2023. Entre as novidades estudadas estão o Pix automático — com agendamento de pagamento de serviços recorrentes — e o Pix internacional, com transferências entre usuários em diferentes países.

Além disso, está previsto a entrada em vigor do pagamento de salários, pensões e aposentadorias por Pix. No começo de dezembro o Banco Central havia permitido tal funcionalidade, porém, a pedido do mercado, a vigência para efetivação da mudança ficou para 3 de julho deste ano, para que as instituições financeiras tenham um prazo maior para se adequarem.

"O Pix vem atuando de forma muito positiva em alguns segmentos da sociedade, como trabalhadores autônomos, trabalhadores na economia informal, e no mercado de e-commerce, promovendo uma grande inclusão financeira — cita Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban)."