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Passagem aérea ficou 18% mais cara em março; média ultrapassou R$ 700

Órgão atribui parte das pressões ao cenário de conflitos internacionais, que afeta a aviação globalmente

Passagem aérea mais cara: pressão de conflitos internacionais nos preços (Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images)

Passagem aérea mais cara: pressão de conflitos internacionais nos preços (Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images)

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 24 de abril de 2026 às 17h53.

O brasileiro pagou, em média, R$ 707,16 por uma passagem aérea em março de 2026. O valor é 17,8% maior que o registrado um ano antes, segundo dados divulgados pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Na comparação com março de 2024, a alta é menor, de 0,9%.

O custo por quilômetro voado também subiu: o chamado yield ficou em R$ 0,5549, avanço de 19,4% frente a março de 2025, embora represente recuo de 2,5% ante março de 2024.

Os valores subiram mesmo com uma queda no preço do querosene de aviação (QAV) em relação aos anos anteriores. O litro do combustível custou R$ 3,60 em março último, queda de 13,7% em relação ao ano passado e de 17,7% frente a março de 2024.

A Anac pondera que as altas estão dentro da variação típica do setor e que a tarifa média real acumula tendência de queda desde 2023. O órgão atribui parte das pressões ao cenário de conflitos internacionais, que afeta a aviação globalmente, e afirma acompanhar o mercado em conjunto com Casa Civil, Ministérios da Fazenda e de Portos e Aeroportos, além da ANP.

Quanto à distribuição de preços, quase metade dos assentos vendidos em março (45,4%) teve tarifa inferior a R$ 500. No extremo oposto, 8,2% das passagens foram comercializadas acima de R$ 1.500.

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