Musk: bilionário diz que trabalho será "opcional" daqui a 10 ou 20 anos (BRENDAN SMIALOWSKI / Colaborador/Getty Images)
Repórter de finanças
Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 11h10.
Última atualização em 16 de janeiro de 2026 às 11h27.
Uma das preocupações constantes da população é com o futuro. Dúvidas como: “Será que terei dinheiro para me manter?” aparecem com frequência. Mas, para Elon Musk, o homem mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 700 bilhões, poupar será em vão.
“Uma recomendação que tenho é: não se preocupem em guardar dinheiro para a aposentadoria daqui a 10 ou 20 anos. Não fará diferença”, disse Musk, no podcast Moonshots with Peter Diamandis, na semana passada.
A declaração vem meses depois do CEO da Tesla e da SpaceX afirmar que, também dentro de 10 a 20 anos, o trabalho se tornará opcional graças a inteligência artificial (IA) e aos robôs humanoides — e deixarão o próprio dinheiro irrelevante.
O argumento do bilionário é que a abundância gerada pela IA será tanta que o conceito de escassez econômica desaparecerá, tornando desnecessária o acúmulo de recursos para sobreviver após o trabalho. Em vez de renda básica universal tradicional, Musk descreve uma era de "renda universal elevada", onde todos poderão ter o que quiserem sem depender de salários ou poupança.
Apesar do otimismo, Musk reconhece que um mundo em que trabalhar para sobreviver deixa de ser necessário pode trazer consequências indesejadas. Na avaliação do empresário, uma renda universal elevada pode gerar instabilidade social, ao aprofundar uma crise de propósito e significado para muitas pessoas.
“Se você realmente conseguir tudo o que quer, isso é de fato o futuro que você deseja? Porque isso significa que o seu trabalho não vai importar”, disse Musk.
Para ele, a aposentadoria, tal como é entendida hoje, tende a perder sentido em um mundo em que dinheiro e trabalho deixam de ser os principais determinantes da qualidade de vida.