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Leilão de imóveis tem lance inicial a partir de R$ 55 mil 

São imóveis até 50% abaixo do valor de mercado, com 10% de desconto para pagamento à vista

Leilões: imóveis foram recuperados pelo Itaú Unibanco (artisteer/Getty Images)

Leilões: imóveis foram recuperados pelo Itaú Unibanco (artisteer/Getty Images)

Karla Mamona
Karla Mamona

23 de abril de 2021, 14h22

O Itaú Unibanco realiza, no dia 30 de abril,  um leilão de imóveis. São 17 imóveis recuperados pelo banco e localizados em diversas cidades brasileiras, como São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Os lances iniciais vão de 55.900 reais até 920.000 de reais. São imóveis até 50% abaixo do valor de mercado, com 10% de desconto para pagamento à vista e alguns permitem parcelamento em até 78 parcelas, com sinal de 30%. 

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Além disso, os débitos de Condomínio e IPTU serão quitados pelo Banco Itaú até a data do leilão. Um dos destaques é uma casa, localizada em Belo Horizonte, com um terreno de 460 metros quadrados e está com lance inicial de 265.500 reais. 

Já em Londrina, no Paraná, um apartamento de 57 metros quadrados está com lance inicial de 70.000 reais. Também no Sul, mas em Criciúma, Santa Catarina, uma casa também faz sucesso, com 355 metros quadrados de área construída e com lance a partir de 225.500 reais. Por último, na capital paulista, com lance inicial de 353.900 reais, há uma sala comercial localizada na Rua Dr. Antonio Bento, com uma área privativa de 69 metros quadrados. 

O leilão, organizado pela Frazão Leilões, está aberto e quem se interessar por algum imóvel pode dar um lance. As informações sobre todos os lotes estão disponíveis no site da leiloeira. 

Cuidados ao comprar um imóvel

Apesar de os descontos serem atrativos, antes de comprar um imóvel em um leilão é necessário tomar alguns cuidados. O primeiro é optar por imóveis que estejam desocupados, já que muitas vezes a saída do morador da casa arrematada pode ser discutida na Justiça, mesmo o comprador tendo em mãos uma carta de arrematação que permite solicitar a desocupação. Para ir à Justiça, o comprador do imóvel precisará contratar um advogado e precisar de uma dose de paciência, já que a data de desocupação pode demorar mais do que o esperado. 

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Outra dica importante é pesquisar se o imóvel tem outras dívidas, como IPTU e taxas que deixaram de ser pagas pelo antigo morador. Os pagamentos desses débitos serão de responsabilidade do comprador. Vale lembrar que a compra de um imóvel implica arcar com o pagamento de outras despesas, como a taxa de registro em cartório, o imposto sobre a transmissão de bens imóveis (ITBI). 

É fundamental também avaliar a forma de pagamento do imóvel determinada no edital do leilão. Muitos leilões não permitem, por exemplo, a utilização do FGTS no pagamento do imóvel arrematado. Também é necessário pagar ao leiloeiro uma comissão adicional de 5% do valor do lance no ato da arrematação.

Por outro lado, muitas vezes é possível obter descontos de até 10% se o pagamento for feito à vista. Em geral, é necessário arcar com um sinal correspondente a 30% do valor do imóvel e o saldo devedor pode ser dividido em diversas parcelas. Alguns leilões permitem o financiamento da dívida, mas é necessário contratar o empréstimo com antecedência.

Por fim, verifique no edital a descrição das condições de venda, o estado de conservação, a forma de pagamento, o preço mínimo, a comissão do leiloeiro, os impostos e o modelo de contrato que será assinado pelas partes.