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Homens gastam mais que as mulheres no supermercado, aponta estudo

Pesquisa feita nos EUA liga aumento de gastos ao home office masculino e menor sensibilidade a preços

Eles gastam mais: a pesquisa indica que o aumento não está apenas no volume comprado, mas também no perfil das escolhas (Getty Images)

Eles gastam mais: a pesquisa indica que o aumento não está apenas no volume comprado, mas também no perfil das escolhas (Getty Images)

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 11 de abril de 2026 às 14h50.

Última atualização em 11 de abril de 2026 às 14h51.

Um estudo do NBER, sigla para National Bureau of Economic Research, aponta que mudanças na rotina de trabalho podem afetar diretamente o bolso das famílias. Quando homens passam a trabalhar de casa e assumem mais as compras, os gastos com supermercado sobem cerca de 5% para produtos semelhantes.

O dado aparece em meio a um cenário de inflação acumulada: desde 2020, os preços nos Estados Unidos subiram mais de 25%. Nesse contexto, mesmo variações pequenas no comportamento de consumo passam a ter impacto relevante no orçamento doméstico.

A pesquisa indica que o aumento não está apenas no volume comprado, mas também no perfil das escolhas. Consumidores em home office tendem a adquirir mais itens, variar mais os produtos e optar por versões mais caras, abrindo mão de descontos.

O efeito é mais evidente em lares com casais, especialmente quando o homem assume as compras. Uma das hipóteses levantadas pelos pesquisadores é a menor familiaridade com preços e promoções.

Além disso, o comportamento de compra também muda. Homens tendem a fazer compras mais rápidas e objetivas, o que reduz o tempo de comparação de preços e aumenta a chance de decisões menos econômicas.

Outros levantamentos reforçam essa diferença. Uma pesquisa da YouGov, de 2023, mostrou que mulheres são, em média, mais sensíveis a preços em categorias básicas, como alimentos e roupas, acompanhando promoções com mais frequência.

Diferenças de comportamento impactam orçamento

Especialistas apontam que o histórico de consumo ajuda a explicar o fenômeno. Tradicionalmente, mulheres acumulam mais experiência com compras domésticas, o que inclui comparar preços, buscar descontos e planejar listas.

Homens, por outro lado, tendem a adotar um comportamento mais direto, priorizando rapidez em vez de economia, o que pode elevar o gasto final.

O estudo também destaca que o efeito não é temporário. Mesmo com o passar do tempo, os padrões de consumo não retornam aos níveis anteriores, indicando uma mudança mais estrutural no comportamento.

Além do impacto financeiro, a diferença pode gerar atritos dentro de casa, especialmente em um cenário em que tarefas domésticas começam a ser mais compartilhadas.

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