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O setor de franquias é conhecido por ser resiliente a crises e alcançar crescimentos superiores ao PIB do país ano após ano. Em 2022, até o terceiro trimestre, o faturamento do setor cresceu 15%, na comparação com o mesmo período de 2021, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). No mesmo intervalo de tempo, o PIB do Brasil aumentou 3,6%. Em 2021, frente a 2020, o setor de franchising viu sua receita subir 13,4%, recuperando praticamente todas as perdas vistas no auge da pandemia. Enquanto isso, o PIB subiu 4,6%. 

Esse comparativo apresenta resultados semelhantes em diferentes anos, e diante dele muita gente que quer empreender se pergunta o que é melhor: franquia ou negócio próprio? A resposta é que depende. “Isso vai depender do perfil do empreendedor, de sua experiência e do que ele busca”, afirma Adir Ribeiro, sócio da Praxis Business, consultoria de varejo e franchising. 

Qual a diferença entre franquia e negócio próprio?

Franquia e negócio próprio seguem modelos diferentes. Quando uma pessoa compra uma franquia, ela adquire também todo o know-how da marca, os processos que já foram testados em outras unidades pelo franqueador. Com isso, a chance de o negócio dar errado é muito menor. 

Segundo a ABF, cinco em cada cem franquias abertas fecham até o segundo ano de operação – uma mortalidade de 5% em 24 meses de vida. Já entre os negócios próprios, que não estão no segmento do franchising, o índice de mortalidade para o mesmo período é de 17% para empresas de pequeno porte, de acordo com um estudo do Sebrae de 2020. 

Ao mesmo tempo que adquire a expertise do franqueador, o empreendedor precisa seguir uma série de regras e padrões, tendo pouco espaço para inovar e fazer uma gestão diferenciada. 

Qual modelo é mais indicado: franquia ou negócio próprio?

Para uma pessoa que nunca teve uma empresa ou não conhece o setor em que vai atuar, que desenvolveu sua carreira em um setor diferente, o modelo de franquia é o mais indicado”, recomenda Ribeiro. “Isso porque ela vai aproveitar toda a experiência no negócio adquirida pela franqueadora, bem como seguir um modelo testado e aprovado, que é meio caminho andado para o sucesso do empresário com seu novo negócio.”

O franqueado costuma receber treinamento e todo suporte para fazer a gestão de sua franquia e por isso mesmo precisa lidar bem com o fato de ter um parceiro de negócios, no caso a franqueadora, aceitando seguir as políticas, estratégias, procedimentos e processos da franqueadora. 

A pesquisa Franchising Frame, realizada pela Praxis Business em parceria com o Grupo MD, mostra, inclusive, que o desafio das redes é encontrar o perfil certo de franqueado. No levantamento, as franqueadoras apontaram que o perfil do empresário como um dos maiores desafios, e para 59,5% o “comportamento inadequado do franqueado” aparece como o maior motivo de fechamento das unidades.

Ribeiro pontua, no entanto, que se a pessoa valoriza autonomia total, liberdade e flexibilidade para abrir novas frentes de negócios sob a mesma razão social, então ela ficará mais confortável e realizada com um negócio independente. “E se essa pessoa já teve ou tem outros negócios de sucesso, então esse é um indicativo de que o modelo de negócio independente poderia ser escolhido.”

Prós e contras de uma franquia

O formato de franquia, no aspecto de margem de lucro, oferece vantagens em certos tipos de custos e despesas, já que as franqueadoras fecham contratos vantajosos com alguns fornecedores-chave. A marca também oferece possibilidade de parceria em outras frentes, como com empresas de TI/ERP, escritórios de advocacia, agências de propaganda e promoções. 

Em um exemplo prático, quando se é franqueado de um restaurante de fast food, é possível comprar com insumos e alimentos para sua operação a preços bem menores, já que a franqueadora negocia para grandes volumes.

Mas tudo isso tem um custo. Quando compra uma franquia, o empreendedor precisa arcar com a taxa de franquia e taxas de royalties, ou fundo de propaganda. No negócio próprio, diz Ribeiro, o investimento pode até ser menor, mas todo o risco ou chances de sucesso, com obtenção de lucros maiores, depende apenas das próprias decisões e competências do empreendedor. “É por sua conta e risco”.

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