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Dólar turismo é vendido por mais de R$ 4,50 nesta sexta-feira

No cartão pré-pago, a moeda era vendida por R$ 4,73

Dólar: cenário externo tem contribuído para alta da moeda (Getty Images/Getty Images)

Dólar: cenário externo tem contribuído para alta da moeda (Getty Images/Getty Images)

Karla Mamona

Karla Mamona

Publicado em 7 de fevereiro de 2020 às 11h37.

Última atualização em 7 de fevereiro de 2020 às 11h41.

São Paulo - A alta do dólar de 0,50% na manhã desta sexta-feira, fez que a moeda americana chegasse a ser vendida R$ 4,31. Foi a maior alta nominal desde a implantação do real. 

Com isso, o dólar turismo era vendido nas casas de câmbio por R$ 4,51, segundo o comparador de taxas MelhorCâmbio.com.  Para recarregar cartões de viagem pré-pagos, a cotação chega perto de R$ 4,73. Esses preços já incluem o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que é de 1,1% para moeda em espécie e de 6,38% para os cartões pré-pagos.

Fernando Bergallo, diretor de câmbio da FB Capital, explica que a alta do dólar é reflexo tanto do cenário interno como externo.  Internamente, contribuem os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que desacelerou para 0,21% em janeiro. É o menor resultado registrado no mês desde o início do Plano Real, em julho de 1994. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador registrou 4,19%.

O arrefecimento dos preços pode gerar redução do diferencial de juros entre Brasil e concorrentes. Além disso, o Banco Central sinalizou, na última quarta-feira, que o ciclo de corte de juros pode ter chegado ao fim. “A queda da inflação pode abrir espaço para uma redução ainda maior na taxa Selic, contrariando a expectativa do mercado. Pode ter especulação sobre mais cortes com a inflação”, diz Bergallo. 

O especialista em câmbio também destaca a saída de investidores estrangeiros da B3. Desde início do ano, o investidor estrangeiro já sacou R$ 23 bilhões da Bolsa. A saída pode ser explicada pela versão ao risco e pela recomposição de posições no mercado externo. “O driver de tudo isso é o coronavírus. Ninguém sabe quando vai se estabilizar o número de novos casos para, a partir daí, o mercado acalmar em relação a isso.”

Frente aos temores causados pelo coronavírus, ninguém sabe avaliar qual o impacto terá na produção industrial e os reflexos no PIB chinês. “Tudo que acontece na China hoje tem reflexos imediatos em todo o mundo.”

O que fazer?

Quem pretende viajar e precisa comprar dólar deve continuar atento ao noticiário para saber quando comprar a moeda. Segundo especialistas, não é possível travar uma data de melhor compra, já que a moeda é flutuante. O ideal é comprar quando houver uma baixa na cotação dólar. Para isso, o consumidor deve deixar um dinheiro reservado para comprar a moeda aos poucos, já que a compra fracionada,  diminui o tíquete médio de compra. 

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